concordássemos
Do latim 'concordare'.
Origem
Do latim 'concordare', composto por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração), remetendo à ideia de corações unidos ou em harmonia.
Mudanças de sentido
O sentido central de acordo, harmonia e consentimento tem sido mantido ao longo dos séculos. A forma 'concordássemos' especificamente se consolidou como a expressão de uma condição ou desejo passado que não se concretizou ou que era incerto.
A nuance de 'concordássemos' reside na sua função gramatical de expressar o irreal ou o hipotético no passado, como em 'Se nós concordássemos com a proposta, teríamos fechado o negócio'. O sentido intrínseco de 'concordar' (estar de acordo) permanece, mas a conjugação adiciona a camada de irrealidade ou condição.
Primeiro registro
Registros de textos medievais em português já demonstram o uso do verbo 'concordar' e suas conjugações, incluindo formas do subjuntivo imperfeito que evoluíram para 'concordássemos'.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram dilemas morais, sociais e pessoais, onde a falta de acordo ou a necessidade de consenso são temas centrais. Exemplo: 'Se ao menos concordássemos sobre os termos...' em romances da época.
Utilizada em debates políticos e sociais para discutir cenários hipotéticos de consenso ou discórdia. Aparece em letras de música e roteiros de filmes/séries para expressar arrependimento ou reflexão sobre decisões coletivas passadas.
Comparações culturais
Inglês: 'if we agreed' ou 'if we were to agree' (subjuntivo imperfeito). Espanhol: 'si concordáramos' ou 'si concordásemos' (pretérito imperfecto de subjuntivo). Ambas as línguas possuem formas verbais equivalentes para expressar a mesma condição hipotética ou irreal no passado, refletindo uma estrutura gramatical similar herdada do latim.
Relevância atual
A forma 'concordássemos' mantém sua relevância gramatical e semântica no português brasileiro, sendo essencial para a construção de frases que expressam hipóteses, desejos ou condições não realizadas no passado. Sua presença é constante em textos formais, acadêmicos e na linguagem cotidiana quando se discute cenários passados hipotéticos.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'concordare', que significa 'estar de acordo', 'harmonizar', formado por 'con-' (junto) e 'cor, cordis' (coração). A forma 'concordássemos' é a primeira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo.
Entrada e Evolução no Português
O verbo 'concordar' e suas conjugações, como 'concordássemos', foram incorporados ao português desde seus primórdios, mantendo o sentido original de acordo e harmonia. A forma específica 'concordássemos' é gramaticalmente estabelecida e utilizada em contextos que expressam desejo, dúvida ou condição no passado.
Uso Contemporâneo
A forma 'concordássemos' é utilizada em contextos formais e informais para expressar uma situação hipotética ou condicional passada que envolvia acordo entre um grupo (nós). É comum em narrativas, discussões e reflexões sobre eventos passados.
Do latim 'concordare'.