consumir-se-ia
Derivado do verbo 'consumir' (latim consumere) + pronome 'se' + desinência verbal '-ia'.
Origem
Do latim 'consumere', composto por 'con-' (totalmente) e 'sumere' (pegar, usar, gastar). O sentido original remete a gastar até o fim, esgotar.
Mudanças de sentido
Sentido de gastar, esgotar, destruir.
O verbo 'consumir' manteve seu sentido básico. A forma 'consumir-se-ia' especificamente indica uma ação hipotética ou condicional que seria realizada ou sofrida pelo sujeito, em voz passiva sintética.
O verbo 'consumir' ampliou seu leque de significados para incluir 'adquirir e usar bens e serviços', 'devorar', 'destruir', 'gastar tempo', 'desgastar-se'. A forma 'consumir-se-ia' é raramente usada, sendo substituída por construções mais diretas.
A forma verbal 'consumir-se-ia' carrega um peso de formalidade e arcaísmo. Seu uso é restrito a contextos literários ou acadêmicos que buscam evocar um estilo de época ou demonstrar conhecimento gramatical específico. O sentido de 'seria consumido' é o principal, mas a construção em si é o que a distingue.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos do português arcaico, onde a colocação pronominal pós-verbal era comum em frases subordinadas e com verbos no futuro ou condicional. A documentação exata da primeira ocorrência da forma 'consumir-se-ia' é difícil de precisar sem um corpus linguístico exaustivo da época, mas sua estrutura é característica do período.
Momentos culturais
Presente em obras que mimetizam a linguagem da época ou em textos que exigem um registro linguístico formal e erudito. Pode aparecer em traduções de textos antigos ou em estudos de gramática histórica.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'would be consumed' ou 'would consume itself', dependendo do contexto. O inglês moderno não possui uma forma verbal única e aglutinada como 'consumir-se-ia' para expressar essa condição hipotética na voz passiva. Espanhol: Seria expressa como 'se consumiría' ou 'sería consumido'. O espanhol também utiliza o futuro do pretérito ('-ía') e o pronome reflexivo/passivo 'se', mas a estrutura é mais direta e menos aglutinada que a forma arcaica do português.
Relevância atual
A forma 'consumir-se-ia' tem relevância quase nula no uso cotidiano e na comunicação informal. Sua presença é restrita a nichos acadêmicos, estudos linguísticos, ou como um exemplo de gramática histórica. O verbo 'consumir' em si é extremamente relevante, mas a forma verbal específica é obsoleta para a maioria dos falantes de português brasileiro.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII — Deriva do latim 'consumere', que significa 'gastar', 'gastar completamente', 'destruir', 'esgotar'. O termo é formado pela preposição 'con-' (junto, totalmente) e o verbo 'sumere' (pegar, tomar, usar).
Evolução no Português Medieval e Clássico
Séculos XIV-XVIII — A forma 'consumir-se-ia' é uma construção gramatical do português arcaico, especificamente o futuro do pretérito (condicional) na voz passiva sintética com pronome oblíquo átono posposto. Reflete a sintaxe e a morfologia da época, onde a colocação pronominal era mais flexível e a conjugação verbal mais elaborada.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-Atualidade — A forma 'consumir-se-ia' é raramente utilizada na fala e escrita contemporâneas, sendo considerada arcaica ou excessivamente formal. O sentido de 'seria consumido' é geralmente expresso por construções mais simples como 'seria consumido' ou 'se consumiria'.
Derivado do verbo 'consumir' (latim consumere) + pronome 'se' + desinência verbal '-ia'.