conto
Do latim 'computus', significando 'cálculo', 'conta'.↗ fonte
Origem
Do latim 'computus', que significa 'cálculo', 'contagem', 'relação'. Deriva do verbo 'computare', 'contar junto'. O sentido original está ligado à ideia de relatar ou enumerar algo.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'cálculo', 'prestação de contas'.
Expansão para 'relato', 'narrativa de acontecimentos'.
Consolidação como gênero literário específico: narrativa curta em prosa.
O conto se distingue do romance pela brevidade, foco em um único conflito, poucos personagens e tempo concentrado. Autores como Edgar Allan Poe (em sua teoria sobre o conto) e, no Brasil, Machado de Assis, foram fundamentais para a definição e o desenvolvimento do gênero.
Mantém o sentido literário e pode ser usado informalmente para 'história' ou 'situação', por vezes com conotação de algo irreal ou exagerado ('Que conto é esse?').
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como em crônicas e documentos que tratam de contabilidade ou relatos de viagens e feitos.
Momentos culturais
Ascensão do conto como gênero literário popular em jornais e revistas, especialmente com o realismo e o naturalismo. Machado de Assis publica contos que se tornam marcos da literatura brasileira.
O conto se consolida como forma de arte literária, com experimentações formais e temáticas. Autores como Clarice Lispector e Guimarães Rosa elevam o gênero a um patamar de alta complexidade artística.
Renascimento do interesse pelo conto em antologias e concursos literários, com foco em temas urbanos e sociais.
Representações
Adaptações de contos clássicos e contemporâneos para filmes e séries. Antologias de terror e suspense frequentemente se baseiam na estrutura do conto. Novelas e minisséries podem ser estruturadas em capítulos que remetem a contos interligados.
Comparações culturais
Inglês: 'Short story', termo direto e descritivo. Espanhol: 'Cuento', com a mesma raiz latina e sentido de narrativa curta, frequentemente associado a histórias infantis ('cuentos de hadas') mas também a narrativas literárias sérias. Francês: 'Nouvelle', que pode indicar uma narrativa um pouco mais longa que o conto, mas frequentemente usada como sinônimo. Italiano: 'Racconto', que remete à ideia de 'contar'.
Relevância atual
O conto permanece um gênero literário vital, apreciado por sua concisão e impacto. É amplamente ensinado em escolas e universidades, e continua a ser um campo fértil para novos escritores explorarem a linguagem e a condição humana em formatos breves e potentes.
Origem Etimológica
Do latim 'computus', que significa 'cálculo', 'contagem', 'relação'. Deriva do verbo 'computare', 'contar junto'.
Entrada e Evolução na Língua Portuguesa
Séculos XIII-XIV — A palavra 'conto' entra no português arcaico, inicialmente com o sentido de 'cálculo', 'prestação de contas' ou 'relato de fatos'. O sentido de 'narrativa curta' começa a se consolidar.
Consolidação Literária e Popular
Séculos XIX-XX — O conto se estabelece como gênero literário formal, com autores como Machado de Assis, Aluísio Azevedo e, posteriormente, Clarice Lispector e Guimarães Rosa, que exploram suas potencialidades. O gênero se populariza em jornais e revistas.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Conto' é uma palavra formal e dicionarizada, amplamente utilizada na literatura, no ensino e na crítica literária. Mantém seu sentido primário de narrativa curta, mas também pode ser usado informalmente para se referir a uma 'história' ou 'situação'.
Do latim 'computus', significando 'cálculo', 'conta'.