contrição
Do latim 'contritio, -onis', derivado de 'conterere', amassar, esmagar.
Origem
Do latim 'contritio', derivado de 'conterere' (moer, esmagar, afligir). No contexto religioso, passou a significar profundo pesar ou arrependimento por pecados.
Mudanças de sentido
Arrependimento profundo e doloroso por pecados, visto como essencial para o perdão divino.
O sentido religioso principal se mantém, mas o uso no discurso geral diminui, sendo substituído por sinônimos mais comuns. A palavra é formal/dicionarizada e seu uso é mais restrito a contextos específicos.
A palavra 'contrição' é formal/dicionarizada, indicando um registro linguístico elevado e um uso menos espontâneo no cotidiano. Sua presença é mais notável em textos religiosos, literatura clássica ou em situações que demandam uma expressão de pesar com maior solenidade.
Primeiro registro
Entrada na língua portuguesa, com forte influência do latim eclesiástico, mantendo o sentido de arrependimento profundo.
Momentos culturais
Central na teologia cristã, especialmente no sacramento da confissão e na doutrina do pecado e do perdão.
Utilizada em obras literárias para descrever estados de profunda angústia moral ou remorso.
Vida emocional
Associada a sentimentos intensos de dor, pesar, culpa e arrependimento. Carrega um peso emocional significativo, ligado à esfera moral e espiritual.
Comparações culturais
Inglês: 'Contrition' mantém um sentido similar, fortemente ligado ao arrependimento religioso e moral. Espanhol: 'Contrición' também reflete o significado de profundo pesar e arrependimento, especialmente em contextos religiosos. Outros idiomas: Em francês, 'contrition' possui o mesmo sentido. Em alemão, 'Reue' ou 'Buße' podem expressar conceitos próximos de arrependimento e penitência.
Relevância atual
A palavra 'contrição' é formal/dicionarizada e seu uso é mais restrito a contextos religiosos, literários ou acadêmicos. No discurso geral, é menos comum, mas ainda compreendida em seu sentido original de profundo arrependimento.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - A palavra 'contrição' tem sua origem no latim 'contritio', derivado do verbo 'conterere', que significa 'moer', 'esmagar', 'afligir'. Inicialmente, o termo latino referia-se a um ato físico de esmagamento ou destruição, mas no contexto religioso, passou a significar um profundo pesar ou arrependimento por pecados cometidos, como se a alma fosse 'esmagada' pela dor do erro. A palavra entrou na língua portuguesa nesse período, provavelmente através do latim eclesiástico, mantendo seu sentido religioso.
Evolução de Sentido e Uso
Idade Média ao Século XIX - Durante a Idade Média e períodos posteriores, 'contrição' manteve seu forte vínculo com o contexto religioso, sendo um conceito central na teologia e na prática da confissão. Era associada a um arrependimento sincero e doloroso, visto como necessário para a obtenção do perdão divino. O uso era predominantemente formal e ligado a sermões, textos religiosos e discussões teológicas. Em outras línguas, como o inglês ('contrition') e o espanhol ('contrición'), o termo seguiu uma trajetória semântica similar, mantendo o peso do arrependimento profundo.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XX à Atualidade - Embora o sentido religioso de 'contrição' ainda persista, o termo tem sido menos frequente no discurso cotidiano, sendo muitas vezes substituído por sinônimos como 'arrependimento', 'remorso' ou 'pesar'. No entanto, a palavra 'contrição' ainda é formalmente reconhecida e utilizada em contextos literários, acadêmicos e, ocasionalmente, em discursos que buscam um tom mais solene ou enfático para expressar profundo pesar. A palavra é formal/dicionarizada, como indicado pelo contexto RAG, e seu uso é mais restrito a registros formais.
Do latim 'contritio, -onis', derivado de 'conterere', amassar, esmagar.