corava
Do latim 'colorare', derivado de 'color, coloris' (cor).
Origem
Deriva do latim 'currere' (correr), que deu origem ao latim vulgar 'corare', significando dar cor, ruborizar. A forma 'corava' é a conjugação do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'corar'.
Mudanças de sentido
Principalmente associado ao rubor facial causado por emoções como vergonha, timidez, paixão ou raiva. Também usado no sentido de dar cor a algo, como em 'o sol corava o céu'.
Mantém os sentidos originais, mas seu uso é mais restrito a contextos formais, literários ou descritivos. Raramente aparece em linguagem coloquial moderna, que prefere 'ficava vermelho' ou 'ficava corado'.
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa, como crônicas e poesia, onde o verbo 'corar' e suas conjugações, incluindo 'corava', já eram empregados.
Momentos culturais
Presente em obras barrocas, onde o rubor da pele era frequentemente descrito em poemas e peças de teatro para evocar emoções intensas.
Utilizado em romances românticos para descrever as reações físicas dos personagens em momentos de afeto ou constrangimento.
Vida emocional
Associada a emoções fortes e visíveis: vergonha, timidez, paixão, indignação. O ato de 'corar' é uma manifestação física involuntária de estados internos.
Comparações culturais
Inglês: 'blushed' (pretérito imperfeito de 'to blush'), com sentido similar de ruborizar por emoção. Espanhol: 'se ruborizaba' (pretérito imperfeito de 'ruborizarse'), também indicando o ato de corar. Francês: 'rougissait' (pretérito imperfeito de 'rougir').
Relevância atual
A palavra 'corava' é formal e dicionarizada, usada em contextos literários, descrições detalhadas e linguagem mais culta. Sua frequência em conversas cotidianas é baixa, sendo substituída por expressões mais simples como 'ficava vermelho' ou 'ficava corado'.
Origem Latina e Formação do Verbo
Origem no latim 'currere' (correr), evoluindo para 'corare' no latim vulgar, significando dar cor, ruborizar. A forma 'corava' é o pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Entrada no Português e Uso Medieval
A palavra 'corava' e o verbo 'corar' se consolidam no português arcaico, comumente usados em contextos literários e religiosos para descrever o rubor da vergonha, da timidez ou da paixão.
Consolidação e Diversificação de Uso
O uso de 'corava' se mantém estável na língua portuguesa, aparecendo em diversas obras literárias, poéticas e narrativas, mantendo seus sentidos primários de ruborizar e dar cor.
Uso Contemporâneo e Digital
A forma 'corava' continua sendo uma palavra formal e dicionarizada, utilizada em contextos literários, descrições detalhadas e, ocasionalmente, em linguagem mais elaborada. Sua presença digital é menor em comparação com termos mais coloquiais, mas aparece em citações literárias e discussões sobre a língua.
Do latim 'colorare', derivado de 'color, coloris' (cor).