corava

Do latim 'colorare', derivado de 'color, coloris' (cor).

Origem

Antiguidade Clássica - Idade Média

Deriva do latim 'currere' (correr), que deu origem ao latim vulgar 'corare', significando dar cor, ruborizar. A forma 'corava' é a conjugação do pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'corar'.

Mudanças de sentido

Idade Média - Século XIX

Principalmente associado ao rubor facial causado por emoções como vergonha, timidez, paixão ou raiva. Também usado no sentido de dar cor a algo, como em 'o sol corava o céu'.

Século XX - Atualidade

Mantém os sentidos originais, mas seu uso é mais restrito a contextos formais, literários ou descritivos. Raramente aparece em linguagem coloquial moderna, que prefere 'ficava vermelho' ou 'ficava corado'.

Primeiro registro

Séculos XIII - XIV

Registros em textos medievais da língua portuguesa, como crônicas e poesia, onde o verbo 'corar' e suas conjugações, incluindo 'corava', já eram empregados.

Momentos culturais

Século XVII

Presente em obras barrocas, onde o rubor da pele era frequentemente descrito em poemas e peças de teatro para evocar emoções intensas.

Século XIX

Utilizado em romances românticos para descrever as reações físicas dos personagens em momentos de afeto ou constrangimento.

Vida emocional

Associada a emoções fortes e visíveis: vergonha, timidez, paixão, indignação. O ato de 'corar' é uma manifestação física involuntária de estados internos.

Comparações culturais

Inglês: 'blushed' (pretérito imperfeito de 'to blush'), com sentido similar de ruborizar por emoção. Espanhol: 'se ruborizaba' (pretérito imperfeito de 'ruborizarse'), também indicando o ato de corar. Francês: 'rougissait' (pretérito imperfeito de 'rougir').

Relevância atual

A palavra 'corava' é formal e dicionarizada, usada em contextos literários, descrições detalhadas e linguagem mais culta. Sua frequência em conversas cotidianas é baixa, sendo substituída por expressões mais simples como 'ficava vermelho' ou 'ficava corado'.

Origem Latina e Formação do Verbo

Origem no latim 'currere' (correr), evoluindo para 'corare' no latim vulgar, significando dar cor, ruborizar. A forma 'corava' é o pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.

Entrada no Português e Uso Medieval

A palavra 'corava' e o verbo 'corar' se consolidam no português arcaico, comumente usados em contextos literários e religiosos para descrever o rubor da vergonha, da timidez ou da paixão.

Consolidação e Diversificação de Uso

O uso de 'corava' se mantém estável na língua portuguesa, aparecendo em diversas obras literárias, poéticas e narrativas, mantendo seus sentidos primários de ruborizar e dar cor.

Uso Contemporâneo e Digital

A forma 'corava' continua sendo uma palavra formal e dicionarizada, utilizada em contextos literários, descrições detalhadas e, ocasionalmente, em linguagem mais elaborada. Sua presença digital é menor em comparação com termos mais coloquiais, mas aparece em citações literárias e discussões sobre a língua.

corava

Do latim 'colorare', derivado de 'color, coloris' (cor).

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