cultismo
Do latim 'cultismus', derivado de 'cultus', particípio passado de 'colere' (cultivar).↗ fonte
Origem
Derivado do italiano 'cultismo', que por sua vez se origina do latim 'cultus', significando 'cultivado', 'refinado'. Refere-se à erudição e ao refinamento linguístico.
Mudanças de sentido
Associado ao estilo literário barroco, caracterizado pelo uso de vocabulário rebuscado, sintaxe complexa, metáforas e hipérboles. Sinônimo de 'gongorismo' em Portugal e Espanha.
O cultismo, também conhecido como 'gongorismo' (em referência ao poeta espanhol Luis de Góngora) ou 'agudeza', buscava a expressão artística através da dificuldade e da erudição, contrastando com o 'conceptismo', que priorizava o jogo de ideias.
O termo perde sua proeminência como estilo literário dominante, mas permanece no léxico da crítica literária e da história da literatura.
Com a evolução dos movimentos literários, o cultismo deixa de ser um estilo em voga, mas a análise de suas características e de autores associados a ele continua sendo relevante no estudo da literatura.
Primeiro registro
Registrado em estudos sobre o Barroco brasileiro e português, associado à poesia de autores como Gregório de Matos.
Momentos culturais
Apogeu do Barroco literário, onde o cultismo se manifesta como uma das principais vertentes estilísticas, especialmente na poesia.
Continuação da influência do estilo, embora com o surgimento de novas estéticas literárias.
Comparações culturais
Inglês: O termo 'cultism' não possui um equivalente direto e amplamente utilizado com o mesmo peso histórico e literário. Estilos de linguagem complexa ou rebuscada podem ser descritos de outras formas, como 'ornate language' ou 'florid prose'. Espanhol: 'Culteranismo' ou 'Gongorismo', diretamente associado ao poeta Luis de Góngora, com características muito similares ao cultismo português. Francês: 'Précieusité' ou 'baroque littéraire', que compartilham a ideia de um estilo elaborado e artificial, embora com nuances próprias.
Relevância atual
O termo 'cultismo' é utilizado principalmente no âmbito acadêmico e de estudos literários para categorizar um estilo específico do Barroco. Seu uso fora desse contexto é raro, sendo mais comum em discussões sobre a história da língua e da literatura.
Origem Etimológica
Século XVII — Derivado do italiano 'cultismo', que por sua vez se origina do latim 'cultus', significando 'cultivado', 'refinado', em referência ao estilo literário.
Entrada na Língua Portuguesa
Século XVII/XVIII — O termo 'cultismo' entra na língua portuguesa, associado ao movimento barroco e à poesia de Gregório de Matos, caracterizando um estilo literário específico.
Uso Contemporâneo
Atualidade — O termo é predominantemente usado em contextos acadêmicos e de crítica literária para descrever um estilo específico, raramente em conversas cotidianas.
Do latim 'cultismus', derivado de 'cultus', particípio passado de 'colere' (cultivar).