damasqueiro

Derivado de 'damasco' (fruta), com o sufixo '-eiro' indicando profissão ou local.

Origem

Século XV

Deriva do nome da cidade de Damasco, na Síria, centro histórico de comércio de frutas secas e tecidos finos. A terminação '-eiro' indica profissão ou origem.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVII

Originalmente, referia-se ao mercador de damascos (frutas secas) ou ao artesão/vendedor de tecidos damasco. 'Damasco' como fruta seca era um produto de luxo e comércio importante.

Séculos XVIII-XIX

O uso como vendedor de frutas secas pode ter se tornado mais específico ou regional, enquanto a associação com tecidos permaneceu mais forte com o nome do tecido em si.

Atualidade

O termo é menos frequente. Predomina o sentido de vendedor de damascos (frutas) ou, de forma mais botânica, a árvore que produz damascos. A referência a tecidos é rara e geralmente substituída por 'tecido damasco'.

A palavra 'damasqueiro' como profissão específica para venda de frutas secas pode ser encontrada em contextos mais tradicionais ou em regiões com produção local de damascos. A árvore de damasco (Prunus armeniaca) é conhecida por esse nome em botânica.

Primeiro registro

Séculos XVI-XVII

Registros em documentos comerciais e literários da época que mencionam mercadores e produtos oriundos do Oriente, incluindo damascos e tecidos associados a Damasco. (Referência implícita a corpus históricos da língua portuguesa).

Momentos culturais

Período Colonial Brasileiro

A importação de produtos exóticos, incluindo frutas secas como damascos, era comum. O 'damasqueiro' seria uma figura presente em feiras e mercados urbanos, vendendo esses produtos.

Comparações culturais

Idade Média - Atualidade

Inglês: 'Apricot seller' ou 'dealer in dried apricots' para o vendedor de frutas; 'apricot tree' para a árvore. O termo 'damask' refere-se ao tecido. Espanhol: 'Damasquino' (originalmente para objetos de metal incrustados, mas também pode se referir a algo de Damasco) ou 'vendedor de albaricoques' para o vendedor de frutas. Francês: 'Marchand d'abricots' para o vendedor de frutas; 'abricotier' para a árvore. O tecido é 'damas'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'damasqueiro' tem uma relevância limitada no português brasileiro contemporâneo, sendo mais encontrada em contextos específicos de fruticultura, botânica ou em referências históricas ao comércio de produtos orientais. O termo 'damasco' (fruta ou tecido) é muito mais prevalente.

Origem Etimológica

Século XV - Deriva do nome da cidade de Damasco, na Síria, conhecida por sua produção e comércio de tecidos finos e frutas secas. O termo 'damasqueiro' se refere originalmente a alguém ou algo vindo de Damasco ou relacionado a seus produtos.

Entrada na Língua Portuguesa

Séculos XVI-XVII - A palavra 'damasqueiro' entra no vocabulário português, provavelmente através do comércio e das rotas de especiarias e tecidos. Inicialmente, referia-se ao mercador de damascos (frutas secas) ou, por extensão, ao produtor ou vendedor de tecidos damasco.

Uso Contemporâneo

Atualidade - O termo 'damasqueiro' é menos comum no uso cotidiano, sendo mais específico para designar o vendedor de damascos (frutas) ou, em contextos mais técnicos ou históricos, relacionado à árvore de damasco (Prunus armeniaca). A referência a tecidos damasco é mais comum com o próprio nome do tecido.

damasqueiro

Derivado de 'damasco' (fruta), com o sufixo '-eiro' indicando profissão ou local.

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