de-doentes
Origem
Neologismo informal ou contração popular, sem etimologia clássica. Deriva da preposição 'de' (indicando afastamento, origem) e do adjetivo 'doentes' (plural de doente). A intenção é expressar o estado de 'estar livre de doenças' ou 'ter se recuperado de doenças'.
Mudanças de sentido
Inicialmente, um termo para descrever o estado de quem não está mais doente, a recuperação.
Pode ser usado de forma irônica, como um estado idealizado ('quero estar de-doentes'), ou como uma forma coloquial e simplificada de 'recuperado', 'saudável'. A forma escrita pode variar, com ou sem hífen, ou até mesmo aglutinada ('dedoentes').
A forma 'de-doentes' pode ser vista como uma tentativa de criar um adjetivo composto que encapsule o estado de transição ou a ausência de doença. Em alguns contextos, pode carregar um tom de alívio ou de conquista pessoal após um período de enfermidade.
Primeiro registro
Não há registros formais em dicionários ou literatura canônica. Os primeiros usos documentáveis provavelmente se encontram em fóruns online, grupos de discussão sobre saúde e redes sociais, a partir do final dos anos 1990 ou início dos 2000.
Vida digital
A palavra 'de-doentes' (e suas variações como 'dedoentes') aparece em buscas e menções em redes sociais, especialmente em comunidades de pacientes, grupos de apoio e discussões sobre bem-estar e recuperação de doenças.
Pode ser utilizada em hashtags ou em posts que celebram a melhora de saúde, com um tom informal e pessoal.
Comparações culturais
Inglês: Não há um equivalente direto e único. Expressões como 'out of the woods', 'recovered', 'healthy again' são usadas. Espanhol: Similarmente, não há um termo único. Usa-se 'recuperado', 'sano de nuevo', 'fuera de peligro'.
Relevância atual
A relevância de 'de-doentes' é restrita a contextos informais e digitais no português brasileiro. Representa um fenômeno de criação linguística espontânea, impulsionada pela necessidade de expressar um estado de recuperação de forma concisa e coloquial. Não é um vocábulo formalmente reconhecido.
Pré-existência da Forma
Até o século XX — A forma 'de-doentes' como um vocábulo único e reconhecido não existia no português brasileiro. O conceito de 'deixar de ser doente' ou 'recuperar-se de uma doença' era expresso por locuções verbais e adjetivas.
Emergência Conceitual e Uso Informal
Anos 1990-2000 — O termo começa a surgir em contextos informais, possivelmente como uma contração ou neologismo informal para descrever o estado pós-doença, a recuperação. Não há registro formal ou etimologia clara para esta forma específica.
Digitalização e Ressignificação
Anos 2010-Atualidade — A forma 'de-doentes' ganha visibilidade em ambientes digitais, especialmente em redes sociais e fóruns de saúde. Pode ser usada de forma irônica, como um estado desejado ('estar de-doentes'), ou como uma forma simplificada de expressar a saída de um estado patológico. A ausência de um hífen ou a junção em 'dedoentes' também podem ocorrer.