decrépita

Do latim 'decretus', particípio passado de 'decrescere', diminuir, decair.

Origem

Latim Clássico

Do latim 'decretus', particípio passado de 'decernere' (decidir, decretar, separar). O sentido evoluiu para 'em estado de ruína' ou 'decadente'.

Mudanças de sentido

Latim

Originalmente ligado à ideia de decisão ou decreto, passou a conotar um estado de deterioração ou fim sentenciado.

Português Antigo

Adquire o sentido de extrema velhice, fragilidade física e decadência, aplicado a seres vivos e objetos inanimados.

Atualidade

Preserva o sentido de ruína, fragilidade extrema e decadência avançada, com forte conotação negativa ou de desolação.

A palavra 'decrépita' é usada para evocar imagens de desmoronamento, obsolescência e fim de ciclo, seja em contextos físicos (prédios, objetos) ou abstratos (sistemas, ideias).

Primeiro registro

Idade Média / Renascimento

Registros em textos literários e jurídicos da época, com o sentido de decadência e ruína.

Momentos culturais

Literatura Clássica e Romântica

Frequentemente utilizada em descrições de personagens idosos e frágeis ou de cenários em ruínas, evocando melancolia e a passagem do tempo.

Século XX

Aparece em obras que retratam a decadência urbana ou a fragilidade da condição humana diante do envelhecimento.

Vida emocional

Associada a sentimentos de tristeza, desolação, fim, fragilidade e, por vezes, a uma certa dignidade na decadência.

Representações

Cinema e Televisão

Personagens idosos em estado de extrema fragilidade, casas antigas em ruínas, cenários pós-apocalípticos.

Comparações culturais

Inglês: 'decrepit' (com sentido muito similar de estado avançado de ruína ou fraqueza). Espanhol: 'decrépito' (idêntico em sentido e origem). Francês: 'décrépit' (também com o mesmo significado).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'decrépita' mantém sua força descritiva para evocar estados de extrema deterioração, seja física, estrutural ou de sistemas, sendo ainda comum em contextos literários, jornalísticos e conversacionais para descrever o fim de algo.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'decretus', particípio passado de 'decernere', que significa decidir, decretar, separar. O sentido de 'decadente' ou 'em ruínas' surge da ideia de algo que foi decidido ou sentenciado a um fim, a uma deterioração.

Entrada no Português

A palavra 'decrépita' (e sua forma masculina 'decrépito') foi incorporada ao vocabulário português, provavelmente através do latim vulgar ou diretamente do latim clássico, com o sentido de algo em avançado estado de decadência, fragilidade ou ruína, especialmente aplicado a pessoas idosas ou a construções antigas.

Uso Moderno

Mantém o sentido original de extrema velhice, fragilidade e decadência, sendo frequentemente utilizada para descrever pessoas muito idosas, edifícios em ruínas ou sistemas obsoletos e em colapso.

decrépita

Do latim 'decretus', particípio passado de 'decrescere', diminuir, decair.

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