defender-se-iam
Derivado do latim 'defendere', com o pronome 'se' e a desinência verbal '-iam' do futuro do pretérito.
Origem
Do latim 'defendere', que significa 'afastar, proteger, livrar'. A forma completa é uma conjugação verbal com pronome oblíquo átono posposto ao infinitivo, característica do português arcaico.
Mudanças de sentido
Expressava uma ação hipotética ou condicional, onde o sujeito realizaria a ação de se defender em uma circunstância irreal ou futura incerta.
Mantém o sentido original de condição hipotética, mas seu uso é restrito a contextos formais ou literários, sendo a forma 'se defenderiam' a preferida na comunicação corrente.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, que utilizavam a sintaxe verbal com pronomes oblíquos átonos pospostos ao verbo.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores clássicos, onde a complexidade gramatical e a formalidade eram valorizadas.
Ainda utilizada em textos formais e literários, refletindo a influência da norma culta europeia.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they would defend themselves', utilizando o modal 'would' para expressar a condição hipotética. Espanhol: 'se defenderían', que utiliza o futuro do pretérito (condicional) com o pronome reflexivo 'se' posposto ao verbo, similar ao português. Francês: 'ils se défendraient', também usando o condicional e o pronome reflexivo 'se'.
Relevância atual
A forma 'defender-se-iam' é gramaticalmente válida, mas raramente usada na comunicação oral e escrita informal no Brasil. Sua relevância reside em contextos acadêmicos, literários e em estudos de linguística histórica, onde representa uma fase da evolução da língua portuguesa.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'defender' tem origem no latim 'defendere', que significa 'afastar, proteger, livrar'. A forma 'defender-se-iam' é uma construção verbal do português arcaico, combinando o infinitivo 'defender', o pronome reflexivo 'se' e a desinência de futuro do pretérito (condicional) 'iam' para a terceira pessoa do plural. Essa estrutura era comum na conjugação verbal em português antigo.
Evolução no Português Arcaico e Clássico
Idade Média a Século XVIII - A forma 'defender-se-iam' era utilizada em textos literários e jurídicos para expressar uma ação hipotética ou condicional, onde o sujeito se defenderia de algo. O uso do pronome oblíquo átono antes do verbo ('se defenderiam') era mais comum em português arcaico, evoluindo para a posição pós-verbal ('defender-se-iam') em períodos posteriores, especialmente em contextos mais formais.
Uso no Português Brasileiro Contemporâneo
Século XIX - Atualidade - A forma 'defender-se-iam' é gramaticalmente correta, mas considerada arcaica e pouco usual na fala cotidiana do português brasileiro. Prefere-se a construção 'se defenderiam'. No entanto, a forma 'defender-se-iam' ainda pode ser encontrada em textos literários, acadêmicos ou em contextos que buscam um registro mais formal ou estilizado, mantendo seu sentido de condição hipotética.
Derivado do latim 'defendere', com o pronome 'se' e a desinência verbal '-iam' do futuro do pretérito.