Palavras

deliquio

Não aplicável.

Origem

Século XVII

Do latim 'deliquium', significando desmaio, desfalecimento, perda de sentidos. Relacionado ao verbo 'delinquere' (abandonar, falhar, cometer delito).

Mudanças de sentido

Século XVII/XVIII

Sentido literal: desmaio, perda de consciência, estado de fraqueza física.

Século XIX/XX

Sentido figurado: êxtase, admiração intensa, prazer avassalador, estado de suspensão da realidade por emoção forte. → ver detalhes

A transição do sentido literal para o figurado ocorreu gradualmente, impulsionada pelo uso em literatura e poesia. O 'delíquio' passou a descrever não apenas a ausência de consciência física, mas uma 'ausência' da consciência comum, imersa em sentimentos de beleza, amor ou admiração.

Atualidade

Uso restrito a contextos literários, poéticos ou para evocar um tom arcaico e elevado. Raramente usado em conversas cotidianas.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em dicionários e obras literárias da época, como traduções ou textos originais que utilizavam o termo para descrever estados de desfalecimento.

Momentos culturais

Romantismo (Século XIX)

O termo 'delíquio' encontrou terreno fértil na literatura romântica, sendo usado para descrever os estados emocionais intensos e muitas vezes melancólicos dos personagens, como paixões avassaladoras ou momentos de profunda contemplação estética.

Poesia Simbolista (Final do Século XIX/Início do XX)

Utilizado para evocar sensações de transcendência, misticismo e estados alterados de consciência, alinhado com a busca por experiências sensoriais e espirituais profundas.

Vida emocional

Associado a sentimentos de êxtase, admiração profunda, amor arrebatador, mas também a fragilidade e desfalecimento. Carrega um peso de intensidade e, por vezes, de melancolia ou fragilidade.

Comparações culturais

Inglês: 'Delirium' (mais associado a estado febril, confusão mental) ou 'ecstasy' (êxtase, deleite intenso). Espanhol: 'Delirio' (semelhante ao inglês, confusão mental, ou um desejo intenso e irracional), 'éxtasis' (êxtase). Francês: 'Délire' (delírio, loucura) ou 'extase' (êxtase). Italiano: 'Delirio' (delírio) ou 'estasi' (êxtase).

Relevância atual

A palavra 'delíquio' possui baixa relevância no uso cotidiano do português brasileiro. Sua presença é majoritariamente literária e poética, servindo para conferir um tom específico e elevado a textos que buscam evocar emoções intensas e estados de admiração profunda, distanciando-se do uso comum.

Origem Etimológica

Século XVII — do latim 'deliquium', que significa desmaio, desfalecimento, perda de sentidos. Deriva do verbo 'delinquere', que significa abandonar, falhar, cometer um delito.

Entrada no Português

Século XVII/XVIII — A palavra 'delíquio' entra no vocabulário português, inicialmente com seu sentido literal de desmaio ou perda de consciência, frequentemente em contextos médicos ou literários que descreviam estados de fraqueza extrema.

Ressignificação Figurada

Século XIX/XX — O sentido de 'delíquio' começa a se expandir para o uso figurado, referindo-se a um estado de êxtase, admiração intensa, ou um prazer avassalador, muitas vezes em contextos românticos ou estéticos. O 'delíquio' passa a ser um estado de suspensão da realidade por uma emoção forte.

Uso Contemporâneo

Atualidade — 'Delíquio' é um vocábulo pouco comum no português brasileiro contemporâneo, sendo mais encontrado em textos literários, poéticos ou em contextos que buscam um tom arcaico ou elevado. Seu uso é restrito e muitas vezes associado a um romantismo exacerbado ou a descrições de estados emocionais intensos e quase sublimes. Não é um termo de uso cotidiano.

deliquio

Não aplicável.

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