demônia
Derivado de 'demônio' com o sufixo feminino '-a'.
Origem
Do grego 'daimonion', diminutivo de 'daimon' (espírito, divindade), que evoluiu para 'daemonium' em latim. O sentido negativo foi imposto pelo cristianismo.
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido de entidade demoníaca, espírito maligno, anjo caído.
Desenvolvimento do uso figurado para descrever uma mulher de caráter perverso, cruel ou de grande maldade.
Mantém o sentido figurado de mulher má e perversa, sendo uma palavra formal/dicionarizada com forte conotação negativa.
A palavra é formalmente reconhecida, mas seu uso é predominantemente pejorativo e figurado, raramente sendo usada em seu sentido literal religioso no discurso comum.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e teológicos que discutem a natureza dos demônios e a luta contra o mal.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que retratam personagens femininas malévolas ou de forte temperamento, muitas vezes associadas a tentações ou ao mal.
A palavra pode aparecer em discussões sobre arquétipos femininos na literatura, cinema ou em expressões coloquiais para descrever figuras de poder ou influência negativa.
Conflitos sociais
Uso para desqualificar mulheres que desafiavam normas sociais ou de gênero, associando-as a características negativas e demoníacas.
Pode ser usada em contextos de misoginia ou para criticar figuras públicas femininas, perpetuando estereótipos negativos.
Vida emocional
Carrega um peso emocional negativo significativo, associado a medo, repulsa, condenação e maldade.
Representações
Personagens femininas em filmes, séries e novelas que exibem crueldade, manipulação ou um poder sombrio podem ser descritas ou comparadas a uma 'demônia'.
Comparações culturais
Inglês: 'She-devil' ou 'demoness' carregam sentidos semelhantes de uma figura feminina demoníaca ou extremamente má. Espanhol: 'Demonia' é um cognato direto com o mesmo sentido figurado de mulher perversa. Francês: 'Démone' possui o mesmo duplo sentido, literal e figurado.
Relevância atual
A palavra 'demônia' permanece relevante no português brasileiro como um termo pejorativo para descrever mulheres consideradas más ou perversas, mantendo sua carga negativa e seu uso figurado em contextos informais e literários. Sua classificação como 'Palavra formal/dicionarizada' (corpus_girias_regionais.txt) indica sua presença no léxico, embora seu uso seja limitado pela conotação negativa.
Origem Etimológica e Latim
Deriva do latim 'daemonium', que por sua vez vem do grego 'daimonion', diminutivo de 'daimon' (divindade, espírito). Inicialmente, 'daimon' não tinha conotação negativa, referindo-se a espíritos ou divindades menores. O sentido pejorativo se consolidou com a influência do cristianismo.
Entrada no Português e Sentido Religioso
A palavra 'demônia' entra no vocabulário português com a disseminação do cristianismo, herdando o sentido negativo de 'demônio', um espírito maligno, anjo caído. É utilizada em contextos religiosos e teológicos para designar entidades infernais.
Uso Figurado e Popular
O termo 'demônia' passa a ser empregado de forma figurada para descrever uma mulher de caráter extremamente mau, perversa, cruel ou de grande maldade. Este uso se populariza na linguagem coloquial e literária.
Uso Contemporâneo
A palavra 'demônia' mantém seu sentido figurado de mulher má e perversa, sendo ainda utilizada em contextos informais e literários. O contexto RAG a classifica como 'Palavra formal/dicionarizada', indicando sua aceitação no léxico padrão, embora com forte carga pejorativa.
Derivado de 'demônio' com o sufixo feminino '-a'.