desconhecivel
Prefixo 'des-' + verbo 'conhecer' + sufixo '-ivel'. A forma correta é 'desconhecível'.
Origem
Do latim 'desconoscere' (não conhecer), acrescido do sufixo '-ivel', que indica possibilidade ou capacidade. A formação é 'des-' (negação) + 'conoscere' (conhecer) + '-ivel' (sufixo de possibilidade).
Mudanças de sentido
Originalmente, 'que não se pode conhecer', com ênfase na impossibilidade intrínseca de apreensão.
Mantém o sentido de 'impossível de ser conhecido', frequentemente em contextos filosóficos e teológicos sobre o divino ou o desconhecido em geral.
Adquire nuances de 'estranho', 'inusitado', 'fora do comum', embora 'desconhecido' seja mais comum para o sentido de 'não familiar' ou 'não sabido'.
A distinção entre 'desconhecível' e 'desconhecido' é sutil. 'Desconhecível' sugere uma barreira intransponível ao conhecimento, enquanto 'desconhecido' pode ser algo que simplesmente ainda não foi descoberto ou aprendido. No uso coloquial brasileiro, 'desconhecido' é amplamente preferido.
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa indicam o uso da palavra com seu sentido etimológico, como em crônicas e tratados filosóficos. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Momentos culturais
Presente em obras literárias que exploram o mistério, o sobrenatural ou os limites do conhecimento humano, como em textos de Camões ou em tratados de filosofia natural. (Referência: corpus_literario_antigo.txt)
Utilizada em discussões sobre a psicanálise e o inconsciente, onde partes da mente podem ser consideradas 'desconhecíveis' em um sentido profundo. (Referência: corpus_filosofico_psicologia.txt)
Comparações culturais
Inglês: 'unknowable' (que não pode ser conhecido). Espanhol: 'incognoscible' (que não pode ser conhecido, especialmente em filosofia). Francês: 'inconnaissable' (que não se pode conhecer).
Relevância atual
A palavra 'desconhecível' é raramente usada no português brasileiro coloquial, sendo substituída por 'desconhecido' ou expressões como 'ninguém sabe' ou 'não se sabe'. Sua presença é mais notada em contextos formais, acadêmicos ou literários, onde a distinção semântica com 'desconhecido' é intencional para enfatizar a impossibilidade de conhecimento.
Origem e Primeiros Usos
Século XV - Derivação do latim 'desconoscere' (não conhecer), com o sufixo '-ivel' indicando possibilidade. Inicialmente, referia-se a algo que não podia ser conhecido por falta de informação ou acesso.
Evolução e Consolidação
Séculos XVI a XIX - A palavra se consolida no vocabulário português, mantendo seu sentido primário de 'não conhecido' ou 'impossível de conhecer'. Aparece em textos literários e filosóficos, frequentemente em discussões sobre o conhecimento e o mistério.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XX até a Atualidade - Mantém o sentido original, mas ganha nuances de 'estranho', 'inusitado' ou 'fora do comum'. Em contextos mais informais, pode ser usada para descrever algo surpreendente ou que foge à norma.
Prefixo 'des-' + verbo 'conhecer' + sufixo '-ivel'. A forma correta é 'desconhecível'.