despedirem-se
Derivado do verbo 'despedir' com o pronome reflexivo 'se'. 'Despedir' vem do latim 'des' (separação) + 'pedire' (pedir, no sentido de dar licença para ir).
Origem
Do latim 'des-' (separação, negação) + 'pactare' (bater, golpear), evoluindo para 'despacitare' (afastar, dar espaço). A forma 'despedir' surge no latim vulgar.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'dar licença para ir embora', 'separar-se fisicamente'.
Ampliação para 'adeus', 'despedida formal ou informal', incluindo a despedida de um lugar ou situação.
Mantém os sentidos anteriores, mas pode ser usado em contextos de 'desapego' figurado ou de encerramento de ciclos. A forma 'despedirem-se' é gramaticalmente específica para a terceira pessoa do plural em tempos verbais específicos.
Em contextos informais, a conjugação pode variar, mas 'despedirem-se' é a forma culta e correta para a terceira pessoa do plural em tempos como o futuro do subjuntivo ('Quando eles se despedirem...') ou presente do subjuntivo ('Espero que eles se despedirem bem...').
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos notariais, com o sentido de separação física e adeus.
Momentos culturais
Frequentemente presente em poemas e romances que retratam partidas, adeus e separações, carregada de emoção.
Tema recorrente em canções de despedida, saudade e recomeço, como em clássicos da MPB.
Cenas de despedida são marcos em filmes e novelas, frequentemente associadas a momentos de grande carga dramática ou emotiva.
Vida emocional
Associada a sentimentos de tristeza, saudade, nostalgia, mas também a alívio, esperança de reencontro ou a necessidade de seguir em frente.
Vida digital
A forma 'despedirem-se' é usada em contextos gramaticais em fóruns, redes sociais e artigos sobre a norma culta. A ideia de 'despedida' em si é comum em posts sobre fim de relacionamentos, empregos ou ciclos de vida.
Representações
Cenas icônicas de despedidas em aeroportos, estações de trem ou em momentos de partida de personagens importantes para o enredo.
Comparações culturais
Inglês: 'to say goodbye', 'to bid farewell', 'to part'. Espanhol: 'despedirse'. Francês: 'faire ses adieux', 'se dire au revoir'. Alemão: 'sich verabschieden'.
Relevância atual
A palavra 'despedirem-se' mantém sua relevância gramatical e semântica no português brasileiro, sendo essencial para a comunicação em diversos contextos, desde o formal até o literário e musical. A forma pronominal reflexiva é fundamental para expressar a ação de se separar de alguém ou de um lugar.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VIII — Deriva do latim 'des-'(separação, negação) + 'pactare'(bater, golpear), evoluindo para 'despacitare' (afastar, dar espaço). A forma 'despedir' surge no latim vulgar.
Entrada no Português e Idade Média
Século XIII-XIV — A palavra 'despedir' e suas formas pronominais ('despedir-se') entram no português arcaico, com o sentido de 'dar licença para ir embora', 'separar-se'.
Evolução e Uso Moderno
Séculos XV-XIX — Consolidação do uso com o sentido de separação, adeus, despedida formal ou informal. O pronome 'se' é integrado à conjugação verbal.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — Ampliação do uso para contextos diversos, incluindo despedidas emocionais, profissionais e até mesmo a ideia de 'desapego' em sentido figurado. A forma 'despedirem-se' é a terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo ou do presente do subjuntivo do verbo 'despedir-se'.
Derivado do verbo 'despedir' com o pronome reflexivo 'se'. 'Despedir' vem do latim 'des' (separação) + 'pedire' (pedir, no sentido de dar l…