devassa
Do latim 'devastare', que significa devastar, arruinar.
Origem
Do latim 'devastus', particípio passado de 'devastare', que significa devastar, arruinar, destruir.
Mudanças de sentido
Ato de devastar, ruína, destruição.
Investigação minuciosa, especialmente em âmbito judicial ou inquisitorial. → ver detalhes
O sentido de investigação profunda, como uma 'devassa' judicial, onde se buscava expor todos os fatos, remete à ideia de 'devastar' o que estava oculto ou protegido. Este uso é comum em documentos históricos e relatos de processos.
Sentido coloquial e pejorativo para mulher de comportamento sexual liberal. → ver detalhes
A transição para o sentido de 'mulher devassa' (no sentido de promíscua ou sexualmente liberal) é uma ressignificação que ocorreu ao longo do tempo, possivelmente associando a ideia de 'expor tudo' ou 'não ter pudor' a comportamentos sexuais. Este uso é mais comum na linguagem informal e em contextos de julgamento moral.
Primeiro registro
Registros de uso com o sentido de devastação e ruína em textos medievais.
Uso documentado em termos jurídicos e eclesiásticos para designar investigações formais (ex: 'devassa' de um crime ou heresia).
Momentos culturais
A palavra 'devassa' como investigação judicial aparece em relatos históricos e literários sobre processos e inquéritos da época.
O sentido coloquial de 'mulher devassa' ganha força na cultura popular, aparecendo em músicas, piadas e conversas informais, muitas vezes com conotação machista.
Conflitos sociais
O uso pejorativo da palavra 'devassa' para descrever mulheres reflete e perpetua visões conservadoras sobre a sexualidade feminina e o julgamento social de mulheres que fogem a esses padrões.
Vida emocional
Associada a sentimentos de destruição, perda e desolação no seu sentido original. Posteriormente, a investigação trazia consigo apreensão, medo e a busca por justiça ou punição.
Carrega um peso de julgamento, estigma e desvalorização quando aplicada a mulheres, evocando sentimentos de vergonha ou revolta.
Vida digital
Buscas por 'devassa' no contexto jurídico ainda ocorrem, mas o uso em redes sociais e fóruns online tende a focar no sentido pejorativo, muitas vezes em discussões sobre moralidade, feminismo ou em contextos de humor depreciativo.
Representações
A palavra pode aparecer em diálogos para caracterizar personagens femininas com certa ousadia ou em contextos de investigação policial/judicial, dependendo do tom da obra.
Comparações culturais
Inglês: 'Debauchery' (luxúria, depravação) ou 'inquisition' (investigação inquisitorial) capturam aspectos do sentido. Espanhol: 'Sumaria' ou 'investigación' para o sentido jurídico; 'libertina' ou 'promiscua' para o sentido pejorativo. Francês: 'Enquête' (investigação) ou 'débauche' (desregramento).
Relevância atual
A palavra 'devassa' coexiste em dois polos semânticos: o formal, ligado a investigações históricas e jurídicas, e o informal e pejorativo, associado a julgamentos morais sobre a sexualidade feminina. O uso informal é mais prevalente na linguagem cotidiana, mas carrega um forte viés de gênero e crítica social.
Origem e Primeiros Usos
Século XIII - Deriva do latim 'devastus', particípio passado de 'devastare' (devastar, arruinar). Inicialmente, referia-se a um ato de destruição ou saque, com conotação de devastação e ruína.
Evolução Semântica e Jurídica
Séculos XIV-XVIII - O sentido evolui para 'investigação minuciosa', especialmente em contextos legais e eclesiásticos, como uma 'devassa' judicial ou inquisitorial. A ideia de 'devastar' o sigilo ou a verdade se mantém.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Século XIX - Atualidade - A palavra mantém o sentido de investigação profunda, mas ganha uma conotação pejorativa e coloquial, referindo-se a uma mulher de comportamento sexual liberal ou promíscuo. O termo 'devassa' como investigação formal é menos comum no dia a dia, mas persiste em contextos históricos e jurídicos.
Do latim 'devastare', que significa devastar, arruinar.