diminuir-se-ao
Derivado do verbo 'diminuir' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de futuro do subjuntivo '-ão'.
Origem
Deriva do verbo latino 'diminuere', que significa 'tornar menor', 'reduzir', 'diminuir'. A terminação '-se-ao' é a desinência da terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo do verbo 'diminuir' acrescida do pronome oblíquo átono 'se', indicando reflexividade ou reciprocidade, com a posposição característica da norma culta antiga.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'tornar menor' ou 'reduzir' é mantido. A complexidade reside na estrutura gramatical e no tempo verbal (futuro do subjuntivo), que expressa uma condição ou possibilidade futura.
A forma 'diminuir-se-ao' carrega o sentido de 'eles mesmos se tornarão menores' ou 'eles se reduzirão', sob uma condição futura. O foco está na ação reflexiva ou recíproca do sujeito plural.
A construção com pronome posposto era a norma em muitos contextos formais, conferindo um tom de solenidade ou distanciamento. O futuro do subjuntivo indica uma hipótese ou evento futuro incerto, mas que, se ocorrer, terá a consequência de redução ou diminuição do próprio sujeito.
O sentido original de 'reduzir' ou 'tornar menor' é compreendido, mas a forma verbal 'diminuir-se-ao' é vista como gramaticalmente incorreta ou excessivamente formal para o uso contemporâneo. A ideia de 'reduzir-se no futuro' é expressa por outras construções.
A palavra em si ('diminuir') é amplamente usada com seu sentido original. No entanto, a conjugação específica 'diminuir-se-ao' não possui um 'uso contemporâneo' no sentido de ser empregada ativamente. Sua relevância é puramente histórica e gramatical.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como documentos notariais ou literários, podem conter esta ou formas similares, refletindo a gramática da época. A documentação exata da primeira ocorrência é difícil de precisar sem um corpus linguístico exaustivo de todo o período.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam emular o latim ou seguir a norma culta da época, como crônicas, hinos religiosos ou poesia formal.
A forma 'diminuir-se-ao' é frequentemente citada em gramáticas históricas e normativas como exemplo de conjugação verbal arcaica e do uso da posposição pronominal, servindo como objeto de estudo para linguistas e estudantes de filologia.
Vida digital
A forma 'diminuir-se-ao' não possui presença significativa em buscas, memes ou viralizações na internet. Sua complexidade e arcaísmo a tornam inacessível para o uso digital comum.
Pode aparecer em fóruns de discussão sobre gramática, etimologia ou história da língua portuguesa, onde é analisada como um exemplo de estrutura verbal antiga.
Comparações culturais
Inglês: O inglês moderno não possui uma construção verbal direta equivalente que combine futuro do subjuntivo com pronome oblíquo posposto. A ideia de 'eles se diminuirão' seria expressa de forma mais simples, como 'they will diminish' ou 'they will reduce themselves'. Espanhol: O espanhol possui o futuro de subjuntivo ('disminuyeren') e o pronome oblíquo ('se'), mas a construção 'se disminuirán' (futuro simples) ou 'se disminuyeren' (futuro de subjuntivo) é a norma, sem a posposição complexa e arcaica do português. Francês: O francês também tem o futuro do subjuntivo ('diminuent') e o pronome reflexivo ('se'), mas a construção seria 'ils se diminueront' (futuro simples) ou 'ils se diminuent' (futuro de subjuntivo), sem a posposição.
Relevância atual
A relevância da forma 'diminuir-se-ao' no português brasileiro contemporâneo é estritamente acadêmica e histórica. Ela serve como um marcador da evolução gramatical da língua, demonstrando como as estruturas sintáticas e morfológicas se transformaram ao longo dos séculos. Para o falante comum, a palavra em si ('diminuir') é relevante, mas essa conjugação específica é obsoleta.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'diminuir' tem origem no latim 'diminuere', que significa 'tornar menor', 'reduzir'. A forma 'diminuir-se-ao' é uma conjugação verbal específica do futuro do subjuntivo, com pronome oblíquo átono posposto, indicando uma ação futura e condicional sobre o próprio sujeito. Esta construção é arcaica e raramente utilizada na língua falada e escrita contemporânea.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XIV a XVIII - A forma 'diminuir-se-ao' e construções similares com pronome posposto eram mais comuns em textos literários e formais, refletindo a norma gramatical da época. O uso era restrito a contextos que exigiam formalidade e precisão temporal, como em documentos legais ou obras literárias com linguagem rebuscada.
Declínio do Uso e Gramaticalização
Séculos XIX e XX - Com a evolução da língua portuguesa e a simplificação das estruturas sintáticas, o uso do pronome oblíquo átono posposto em verbos conjugados no futuro do subjuntivo tornou-se cada vez mais raro. A forma 'diminuir-se-ao' passou a ser considerada arcaica e pedante, sendo substituída por construções mais modernas como 'se diminuírem' ou 'quando diminuírem'.
Uso Contemporâneo e Contexto
Atualidade - A forma 'diminuir-se-ao' é praticamente inexistente no português brasileiro contemporâneo, exceto em estudos gramaticais sobre a evolução da língua ou em citações de textos antigos. Sua presença é nula em conversas informais, mídias sociais ou na literatura moderna, sendo considerada uma anomalia gramatical para falantes nativos.
Derivado do verbo 'diminuir' com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de futuro do subjuntivo '-ão'.