dirigiam-se
Derivado do latim 'dirigere'.
Origem
Do latim 'dirigere', que significa 'colocar em linha reta', 'guiar', 'orientar'. O sufixo '-iam' indica a 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo, e o pronome 'se' é um pronome oblíquo átono posposto.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'dirigere' era mais físico: alinhar, endireitar, guiar um objeto ou veículo. Com o tempo, evoluiu para o sentido de guiar pessoas, orientar, comandar, e também para o sentido de direcionar-se a um local ou objetivo.
O verbo 'dirigir' e suas conjugações, como 'dirigiam-se', já apresentavam o sentido de guiar, conduzir, orientar, tanto no sentido físico quanto no abstrato (ex: dirigir a palavra).
O sentido principal de 'dirigiam-se' permanece o de mover-se em direção a um local ou objetivo, ou o de conduzir/orientar algo ou alguém. A nuance está mais no registro de uso (formal vs. informal) do que em uma mudança semântica profunda.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico já apresentam conjugações verbais com o pronome 'se' posposto, seguindo a estrutura latina. A forma específica 'dirigiam-se' pode ser encontrada em documentos e crônicas da época, embora a digitalização e indexação de textos tão antigos seja complexa.
Momentos culturais
Autores como Machado de Assis, José de Alencar e Eça de Queirós (influente no Brasil) utilizavam frequentemente a forma 'dirigiam-se' em suas obras, consolidando seu uso na norma culta literária.
Embora menos comum em letras de música popular, que tendem a ser mais coloquiais, a forma pode aparecer em canções com intenção poética ou formal.
Comparações culturais
Inglês: A construção equivalente seria 'they were heading' ou 'they were directing themselves', onde o pronome reflexivo 'themselves' é usado, mas a estrutura verbal é diferente. Espanhol: 'se dirigían', onde a próclise ('se' antes do verbo) é a norma mais comum, similar ao português coloquial. Francês: 'ils se dirigeaient', também com próclise. A posposição do pronome em 'dirigiam-se' é uma característica marcante do português, especialmente em contextos formais.
Relevância atual
A forma 'dirigiam-se' mantém sua relevância como marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro escrito. Sua presença em textos acadêmicos, jurídicos e literários garante sua continuidade, contrastando com a maior frequência da próclise ('se dirigiam') na fala e em contextos informais.
Origem Latina e Formação do Verbo
Século XII-XIII — O verbo 'dirigir' tem origem no latim 'dirigere', que significa 'colocar em linha reta', 'guiar', 'orientar'. A forma 'dirigiam-se' é uma conjugação verbal do pretérito imperfeito do indicativo na terceira pessoa do plural ('eles/elas dirigiam') com a adição do pronome oblíquo átono 'se' posposto, indicando ação reflexiva ou recíproca. A posposição do pronome 'se' é característica do português, especialmente em contextos formais e literários.
Uso Formal e Literário
Séculos XIV-XIX — A forma 'dirigiam-se' era comum em textos literários, documentos oficiais e discursos formais, refletindo a norma culta da época. O pronome 'se' posposto era a regra em início de frase ou após vírgula, e comum em meio de frase em contextos mais elaborados.
Mudanças Linguísticas e Coloquialização
Século XX — Com a democratização da língua e a influência da fala coloquial, a próclise (pronome antes do verbo: 'se dirigiam') tornou-se mais frequente em muitos contextos. No entanto, a forma 'dirigiam-se' manteve sua força em registros formais, na escrita e em certas regiões ou grupos sociais que preservam o uso mais tradicional.
Uso Contemporâneo no Brasil
Atualidade — 'Dirigiam-se' é utilizada predominantemente em textos escritos formais, como artigos acadêmicos, notícias, literatura e documentos oficiais. Na fala cotidiana, é mais comum ouvir 'se dirigiam', mas a forma posposta ainda é compreendida e usada para conferir um tom mais polido ou literário.
Derivado do latim 'dirigere'.