divindade
Do latim 'divinitate'.
Origem
Do latim 'divinitas', significando 'qualidade de deus', 'natureza divina'.
Mudanças de sentido
Sentido primário: a essência ou qualidade de ser divino.
Expansão para descrever excelência humana ou beleza extraordinária, de forma figurada.
A palavra 'divindade' passa a ser empregada metaforicamente para enaltecer qualidades humanas excepcionais, como a beleza de uma obra de arte, a genialidade de um artista ou a perfeição de um ideal.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e literários do português arcaico e início do português moderno indicam o uso da palavra com seu sentido etimológico.
Momentos culturais
Presença em obras literárias e teológicas que exploravam a relação entre o humano e o divino, a beleza idealizada e a perfeição.
Uso frequente para descrever a idealização da mulher, da natureza ou de sentimentos elevados, conferindo-lhes um status quase sagrado.
Representações
Personagens com qualidades sobre-humanas, deuses em mitologias adaptadas, ou figuras de extrema beleza e poder são frequentemente associados à ideia de divindade.
Comparações culturais
Inglês: 'divinity' (mesma origem latina, uso similar em contextos religiosos, filosóficos e figurados). Espanhol: 'divinidad' (origem e uso análogos ao português e inglês). Francês: 'divinité' (mesma raiz e aplicações). Alemão: 'Gottheit' (origem germânica, mas com sentido comparável em contextos teológicos e filosóficos).
Relevância atual
A palavra 'divindade' mantém sua força em discussões sobre religião, filosofia e espiritualidade. Em contextos seculares, é usada para expressar admiração por excelência, beleza ou talento excepcionais, embora com menor frequência que em períodos anteriores.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XV — Deriva do latim 'divinitas', que significa 'qualidade de deus', 'natureza divina'. A palavra entrou no português através do latim, possivelmente via o português arcaico ou o galego-português, mantendo seu sentido original.
Uso Religioso e Filosófico
Séculos XVI-XVIII — Amplamente utilizada em contextos teológicos e filosóficos para descrever a natureza de Deus, deuses ou seres supremos. Presente em textos religiosos, sermões e tratados filosóficos.
Uso Literário e Figurado
Séculos XIX-XX — A palavra começa a ser usada de forma mais figurada na literatura e na poesia, para descrever algo ou alguém de beleza ou excelência extraordinárias, quase divinas. O sentido de 'qualidade excepcional' se expande.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Mantém seu uso formal em contextos religiosos e filosóficos. No uso comum, pode referir-se a uma qualidade sublime, uma beleza inspiradora ou, em contextos mais informais, a uma figura de grande admiração.
Do latim 'divinitate'.