dizer-que
Combinação do verbo 'dizer' com a conjunção 'que'.
Origem
Deriva da junção do verbo 'dizer', com origem no latim 'dicere' (falar, proferir), e do pronome relativo 'que', de origem incerta, mas com raízes no latim 'quid' ou 'qui'.
Mudanças de sentido
Função primária de introduzir discurso ou orações subordinadas.
Expansão para introduzir explicações, justificativas e citações, com maior formalidade.
Preserva os usos anteriores, mas em contextos informais pode adquirir um tom de introdução a fofocas, boatos ou opiniões não confirmadas. → ver detalhes
Em conversas informais, 'dizer que' pode ser usado para introduzir algo que alguém falou, mas que o falante não necessariamente endossa ou confirma, como em 'Ele disse que vai chover, mas o céu está limpo.' ou 'Dizem que a loja fechou, mas não tenho certeza.'
Primeiro registro
Registros em documentos administrativos e literários do período de formação do português brasileiro, como cartas e crônicas.
Momentos culturais
Frequente em romances naturalistas e realistas para introduzir falas de personagens ou narrativas sobre eventos.
Uso em letras de música popular brasileira para introduzir narrativas ou declarações.
Vida digital
Abreviações como 'dizer q' ou 'diz q' são comuns em mensagens instantâneas e redes sociais. → ver detalhes
Em fóruns online e redes sociais, a forma abreviada 'diz q' ou 'dizer q' é amplamente utilizada para economizar caracteres e agilizar a comunicação. Pode aparecer em memes ou em contextos de disseminação rápida de informações, muitas vezes com um tom de rumor ou notícia não verificada.
Comparações culturais
Inglês: 'to say that' ou 'it is said that'. Espanhol: 'decir que'. Ambas as línguas possuem construções verbais diretas com função similar de introduzir citações ou declarações.
Relevância atual
A expressão 'dizer que' permanece como um marcador discursivo fundamental na comunicação em português brasileiro, tanto na fala quanto na escrita. Sua versatilidade permite introduzir desde citações formais até boatos informais, adaptando-se a diversos registros linguísticos.
Origem e Formação
Séculos XV-XVI — Formado pela junção do verbo 'dizer' (do latim dicere) com o pronome relativo 'que'. Inicialmente, uma construção verbal simples para introduzir orações subordinadas.
Consolidação e Expansão
Séculos XVII-XIX — A expressão 'dizer que' se consolida na escrita e na fala como um marcador discursivo para introduzir citações diretas ou indiretas, explicações e justificativas. Torna-se comum em textos literários, jurídicos e cotidianos.
Uso Contemporâneo e Variações
Século XX - Atualidade — Mantém seu uso formal e informal. Ganha nuances de informalidade e pode ser abreviado em contextos digitais. Surge em variações como 'dizer que é' ou 'dizer que não é'.
Combinação do verbo 'dizer' com a conjunção 'que'.