dogma
Do grego δόγμα (dógma), 'opinião', 'decreto', 'doutrina'.
Origem
Do grego antigo 'dógma' (δόγμα), significando 'opinião', 'decreto', 'aquilo que parece bom'.
Adotado no latim como 'dogma', com o sentido de doutrina ou princípio estabelecido.
Mudanças de sentido
Opinião, decreto, princípio filosófico ou político.
Verdade fundamental da fé, doutrina inquestionável.
Doutrina teológica e filosófica estabelecida, verdade revelada.
Princípio estabelecido por qualquer autoridade (religiosa, política, científica, filosófica). Pode adquirir conotação negativa de crença cega ou inflexível.
O uso em contextos científicos e filosóficos, especialmente a partir do Iluminismo, frequentemente opõe 'dogma' à investigação racional e à dúvida metódica. Em debates, 'dogmático' torna-se um adjetivo pejorativo para descrever alguém inflexível em suas crenças.
Mantém o sentido de princípio fundamental inquestionável, mas frequentemente usado em discussões sobre pensamento crítico, ideologias e a rigidez de certas posições.
Primeiro registro
Textos filosóficos gregos, como os de Platão e Aristóteles, que discutiam 'dogmata' (plural de dogma).
Escritos dos Padres da Igreja (séculos III-IV d.C.) e textos legais romanos.
Momentos culturais
Definição dos dogmas cristãos (ex: Concílio de Niceia, 325 d.C.) que moldaram a teologia e a cultura ocidental.
Crítica aos dogmas religiosos e políticos em nome da razão e da liberdade de pensamento. Kant, por exemplo, discute a 'menoridade' como a incapacidade de usar o próprio entendimento sem a guia de outro, associada à obediência a dogmas.
Uso em filosofia da ciência (ex: Karl Popper, que criticava a ciência dogmática) e em análises de ideologias políticas.
Conflitos sociais
Questionamento de dogmas católicos e a autoridade papal, levando a guerras religiosas.
Conflitos entre o pensamento dogmático (religioso, monárquico) e as novas ideias de liberdade, razão e ciência.
Debates sobre 'dogmas' políticos, sociais e culturais em tempos de polarização, onde a rigidez de posições é frequentemente criticada.
Vida emocional
Associada à fé, convicção e segurança para alguns; à rigidez, intolerância e obscurantismo para outros.
Vida digital
Termo frequentemente usado em discussões online sobre política, religião e ciência, muitas vezes em tom crítico ou irônico.
Buscas relacionadas a 'pensamento dogmático', 'crítica ao dogma' e 'dogmas religiosos'.
Representações
Personagens em filmes e séries que representam figuras religiosas ou políticas inflexíveis, ou que desafiam dogmas estabelecidos.
Comparações culturais
Inglês: 'dogma' (mesma origem grega e latim, com sentidos similares, especialmente em teologia e filosofia). Espanhol: 'dogma' (idêntica origem e uso). Francês: 'dogme' (mesma raiz e significados). Alemão: 'Dogma' (influência latina, usado em teologia e filosofia).
Origem Grega e Entrada no Latim
Século IV a.C. - A palavra 'dogma' (δόγμα) surge no grego antigo, significando 'opinião', 'decreto' ou 'aquilo que parece bom'. Era usada em contextos filosóficos e políticos.
Cristianismo e Latim
Séculos III-IV d.C. - O termo é amplamente adotado no latim eclesiástico para designar as verdades fundamentais da fé cristã, estabelecidas por concílios e autoridades religiosas. Começa a adquirir o sentido de doutrina inquestionável.
Idade Média e Renascimento
Idade Média - Consolidação do uso em teologia e filosofia escolástica, com forte conotação de verdade revelada. Renascimento - O termo é usado também em contextos científicos e filosóficos, por vezes com um sentido mais crítico ou para se referir a princípios estabelecidos por escolas de pensamento.
Era Moderna e Contemporânea
Séculos XVII em diante - O termo 'dogma' passa a ser usado em um sentido mais amplo, referindo-se a qualquer conjunto de princípios ou crenças estabelecidas por uma autoridade, seja religiosa, política, científica ou filosófica. Ganha também uma conotação pejorativa em debates, indicando uma crença cega ou inflexível.
Do grego δόγμα (dógma), 'opinião', 'decreto', 'doutrina'.