dormida
Derivado do verbo 'dormir'.
Origem
Do latim vulgar 'dormita', particípio passado feminino de 'dormire', que significa 'dormir'.
Mudanças de sentido
Indicação do ato ou estado de dormir.
Manutenção do sentido primário de sono.
Desenvolvimento de sentidos metafóricos: inatividade, letargia, falta de percepção. → ver detalhes
A palavra passou a ser usada para descrever estados que não eram estritamente o sono físico, mas que compartilhavam a característica de imobilidade ou falta de consciência, como em 'a nação estava na dormida' para indicar um período de estagnação política ou social.
Sentido primário de sono, cochilo. Uso em expressões idiomáticas como 'dormida de gato' (sono leve) e 'deixar na dormida' (negligenciar).
Primeiro registro
A palavra 'dormida' aparece em textos do português arcaico, consolidando-se com seu sentido original de sono. (Referência: corpus_portugues_arcaico.txt)
Momentos culturais
Presente em crônicas e relatos para descrever o descanso de personagens ou o estado de repouso em narrativas.
Utilizada em canções para evocar sentimentos de tranquilidade, melancolia ou a passagem do tempo.
Vida emocional
Associada a sentimentos de descanso, paz e tranquilidade, mas também a inércia, preguiça ou negligência quando usada metaforicamente.
Vida digital
Buscas relacionadas a 'dormida de gato' e 'dormida rápida' são comuns em plataformas de busca por dicas de sono ou descanso.
A expressão 'deixar na dormida' pode aparecer em discussões online sobre procrastinação ou esquecimento.
Representações
Frequentemente usada em diálogos para descrever o ato de dormir, um cochilo, ou em expressões que indicam um momento de distração ou descuido.
Comparações culturais
Inglês: 'nap' (cochilo), 'sleep' (sono), 'slumber' (sono profundo, literário). A ideia de 'dormida' como um estado de inatividade ou negligência pode ser comparada a 'dropping the ball' ou 'being asleep at the wheel'. Espanhol: 'dormida' (sono, ato de dormir), 'siesta' (cochilo, especialmente após o almoço). O uso metafórico de 'dormida' para inatividade não tem um equivalente direto tão comum quanto em português. Francês: 'sommeil' (sono), 'dormir' (dormir), 'sieste' (cochilo). A conotação de negligência em 'deixar na dormida' é mais específica do português.
Relevância atual
A palavra 'dormida' mantém sua relevância no vocabulário cotidiano para descrever o sono e, em expressões idiomáticas, para nuances de inatividade ou distração. Sua formalidade é reconhecida em dicionários, enquanto seu uso coloquial e metafórico a mantém viva na comunicação informal.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Deriva do latim vulgar 'dormita', particípio passado feminino de 'dormire' (dormir). A forma latina já indicava o estado ou o ato de dormir.
Entrada no Português e Uso Medieval
A palavra 'dormida' surge no português arcaico, mantendo o sentido de 'sono' ou 'ato de dormir'. Era usada em contextos gerais, sem distinção formal ou informal.
Evolução de Sentido e Uso
Ao longo dos séculos, 'dormida' manteve seu sentido primário de sono, mas também passou a ser usada metaforicamente para indicar um estado de inatividade, letargia ou falta de percepção. O contexto 'estar na dormida' ou 'deixar algo na dormida' ganhou força.
Uso Contemporâneo e Digital
A palavra 'dormida' é formalmente dicionarizada com o sentido de sono ou período de sono. No uso coloquial, pode referir-se a um cochilo ou a um estado de repouso. Em contextos mais específicos, como em 'dormida de gato', refere-se a um sono leve e superficial. A expressão 'deixar na dormida' ou 'estar na dormida' pode indicar negligência ou falta de atenção.
Derivado do verbo 'dormir'.