dulcíssimas
Do latim 'dulcis, -e'.
Origem
Deriva do latim 'dulcis' (doce), com a adição do superlativo '-issimus' e a adaptação para o feminino plural, resultando em 'dulcíssimas'.
Mudanças de sentido
Expressava o grau máximo de doçura, aplicado a substantivos femininos plurais.
Mantém o sentido original, mas com uso restrito a contextos literários e formais, denotando um vocabulário mais elaborado.
O sentido original de 'muito doce' permanece, mas a palavra é menos frequente que 'docíssimas' no uso coloquial brasileiro. Sua utilização pode soar intencionalmente arcaica ou poética.
A preferência pelo superlativo sintético 'docíssimas' (formado a partir de 'doce' + '-íssimo') é mais acentuada no português brasileiro moderno, enquanto 'dulcíssimas' preserva uma ligação mais direta com a raiz latina e um registro mais formal.
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos em português arcaico, embora a forma exata 'dulcíssimas' possa variar em grafia dependendo do manuscrito e da época.
Momentos culturais
Presente em poesias líricas e sonetos, exaltando a beleza, o amor ou a divindade com adjetivos de intensidade máxima.
Utilizada para intensificar descrições de sentimentos e paisagens, em linha com a expressividade da época.
Comparações culturais
Inglês: O superlativo absoluto sintético não é comum em inglês, que prefere o superlativo analítico ('very sweet', 'most sweet'). O equivalente mais próximo seria o uso de advérbios intensificadores como 'extremely sweet' ou 'supremely sweet'. Espanhol: Possui formas análogas como 'dulcísimas', mantendo a estrutura latina de superlativo sintético ('dulce' + '-ísimo'). Francês: Utiliza o superlativo analítico ('très doux/douces', 'le plus doux/douces').
Relevância atual
A palavra 'dulcíssimas' é considerada formal e um tanto arcaica no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais restrito a contextos literários, poéticos, ou quando se deseja intencionalmente evocar um registro mais erudito ou nostálgico. A forma 'docíssimas' é a preferida no uso geral.
Origem Latina e Formação
Latim vulgar (século V-VIII) - Deriva do adjetivo latino 'dulcis', que significa 'doce'. O sufixo '-issimus' (superlativo) e a terminação feminina '-as' (posteriormente evoluindo para '-as' e depois '-as' em português) foram adicionados para formar o superlativo absoluto sintético.
Entrada e Uso no Português
Idade Média (século XII-XV) - A palavra 'doce' e suas variações, incluindo formas superlativas, já existiam no português arcaico, herdadas do latim. 'Dulcíssimas' surge como uma forma gramaticalmente correta e literária para expressar o grau máximo de 'doce' no feminino plural.
Uso Literário e Formal
Séculos XVI-XIX - A forma 'dulcíssimas' é encontrada em textos literários, poéticos e religiosos, onde a expressividade e a riqueza vocabular eram valorizadas. Mantém seu caráter formal e dicionarizado.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - Embora a forma 'docíssimas' seja mais comum no português brasileiro contemporâneo, 'dulcíssimas' ainda é compreendida e utilizada em contextos formais, literários ou para conferir um tom mais erudito ou arcaizante à expressão.
Do latim 'dulcis, -e'.