dulcineia
Do espanhol Dulcinea, nome da amada de Dom Quixote, personagem de Cervantes. Deriva do latim 'dulcis', que significa doce.
Origem
Criação literária de Miguel de Cervantes para "Dom Quixote de La Mancha", inspirada em "dulce" (doce) ou no nome Aldonza Lorenzo.
Mudanças de sentido
Originalmente o nome da amada idealizada de Dom Quixote, a palavra "dulcineia" passou a designar, metaforicamente, qualquer amada idealizada, objeto de amor platônico ou paixão inatingível.
A transposição do nome próprio para um substantivo comum ocorreu devido à força arquetípica da personagem de Cervantes, que representa o ideal romântico perseguido pelo cavaleiro andante, mesmo que esse ideal seja uma fantasia.
Primeiro registro
A palavra surge no vocabulário espanhol com a publicação de "Dom Quixote de La Mancha" por Miguel de Cervantes.
Registros em textos literários e periódicos brasileiros que demonstram a adoção do termo a partir da influência da obra cervantina.
Momentos culturais
Publicação de "Dom Quixote de La Mancha" (1605 e 1615), que introduziu o nome "Dulcineia" e seu conceito de amada idealizada.
A palavra é recorrentemente utilizada em obras literárias, poemas e canções no Brasil e em países de língua portuguesa para evocar o ideal romântico e a figura da amada platônica.
Comparações culturais
Espanhol: O termo "Dulcinea" é diretamente originário do espanhol e mantém o mesmo significado de amada idealizada, sendo um nome próprio na obra de Cervantes. Inglês: "Dulcinea" é reconhecida como um empréstimo literário do espanhol, usada para se referir a uma amada idealizada, similar ao conceito em português. Francês: "Dulcinée" é o termo equivalente, também derivado de Cervantes e com o mesmo sentido de ideal romântico.
Relevância atual
A palavra "dulcineia" mantém sua relevância como um termo literário e romântico, evocando a ideia de um amor idealizado e, por vezes, inatingível. É um vocábulo que resiste ao tempo por sua forte conexão com um dos arquétipos da literatura ocidental.
Origem Etimológica
Século XVII - Deriva do nome próprio Dulcineia, personagem central do romance "Dom Quixote de La Mancha" (1605 e 1615) de Miguel de Cervantes. O nome Dulcineia, por sua vez, é uma criação de Cervantes, possivelmente inspirada em "dulce" (doce, em espanhol) ou em um nome real, Aldonza Lorenzo.
Entrada e Uso no Português
Século XIX/XX - A palavra "dulcineia" entra no vocabulário da língua portuguesa, especialmente no Brasil, como um empréstimo cultural e literário, referindo-se à amada idealizada, inspirada diretamente na obra de Cervantes. Seu uso é predominantemente literário e informal.
Uso Contemporâneo
Atualidade - "Dulcineia" é utilizada para descrever a amada idealizada, o objeto de um amor platônico ou uma paixão inatingível. Mantém seu caráter literário e romântico, sendo menos comum em contextos formais ou cotidianos banais.
Do espanhol Dulcinea, nome da amada de Dom Quixote, personagem de Cervantes. Deriva do latim 'dulcis', que significa doce.