Palavras

dulcíssimas

Do latim 'dulcis, -e'.

Origem

Latim Vulgar

Deriva do latim 'dulcis' (doce), com a adição do superlativo '-issimus' e a adaptação para o feminino plural, resultando em 'dulcíssimas'.

Mudanças de sentido

Latim e Português Arcaico

Expressava o grau máximo de doçura, aplicado a substantivos femininos plurais.

Séculos XVI-XIX

Mantém o sentido original, mas com uso restrito a contextos literários e formais, denotando um vocabulário mais elaborado.

Atualidade

O sentido original de 'muito doce' permanece, mas a palavra é menos frequente que 'docíssimas' no uso coloquial brasileiro. Sua utilização pode soar intencionalmente arcaica ou poética.

A preferência pelo superlativo sintético 'docíssimas' (formado a partir de 'doce' + '-íssimo') é mais acentuada no português brasileiro moderno, enquanto 'dulcíssimas' preserva uma ligação mais direta com a raiz latina e um registro mais formal.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos literários e religiosos em português arcaico, embora a forma exata 'dulcíssimas' possa variar em grafia dependendo do manuscrito e da época.

Momentos culturais

Séculos XVI-XVIII

Presente em poesias líricas e sonetos, exaltando a beleza, o amor ou a divindade com adjetivos de intensidade máxima.

Romantismo (Século XIX)

Utilizada para intensificar descrições de sentimentos e paisagens, em linha com a expressividade da época.

Comparações culturais

Vários Períodos

Inglês: O superlativo absoluto sintético não é comum em inglês, que prefere o superlativo analítico ('very sweet', 'most sweet'). O equivalente mais próximo seria o uso de advérbios intensificadores como 'extremely sweet' ou 'supremely sweet'. Espanhol: Possui formas análogas como 'dulcísimas', mantendo a estrutura latina de superlativo sintético ('dulce' + '-ísimo'). Francês: Utiliza o superlativo analítico ('très doux/douces', 'le plus doux/douces').

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'dulcíssimas' é considerada formal e um tanto arcaica no português brasileiro contemporâneo. Seu uso é mais restrito a contextos literários, poéticos, ou quando se deseja intencionalmente evocar um registro mais erudito ou nostálgico. A forma 'docíssimas' é a preferida no uso geral.

Origem Latina e Formação

Latim vulgar (século V-VIII) - Deriva do adjetivo latino 'dulcis', que significa 'doce'. O sufixo '-issimus' (superlativo) e a terminação feminina '-as' (posteriormente evoluindo para '-as' e depois '-as' em português) foram adicionados para formar o superlativo absoluto sintético.

Entrada e Uso no Português

Idade Média (século XII-XV) - A palavra 'doce' e suas variações, incluindo formas superlativas, já existiam no português arcaico, herdadas do latim. 'Dulcíssimas' surge como uma forma gramaticalmente correta e literária para expressar o grau máximo de 'doce' no feminino plural.

Uso Literário e Formal

Séculos XVI-XIX - A forma 'dulcíssimas' é encontrada em textos literários, poéticos e religiosos, onde a expressividade e a riqueza vocabular eram valorizadas. Mantém seu caráter formal e dicionarizado.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - Embora a forma 'docíssimas' seja mais comum no português brasileiro contemporâneo, 'dulcíssimas' ainda é compreendida e utilizada em contextos formais, literários ou para conferir um tom mais erudito ou arcaizante à expressão.

dulcíssimas

Do latim 'dulcis, -e'.

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