duplicidades

Derivado de 'duplo' + sufixo '-idade'.

Origem

Latim

Do latim 'duplicitas', 'duplicitatis', significando 'dobrez', 'redundância', 'falsidade'. Deriva de 'duplex', que significa 'duplo'.

Mudanças de sentido

Latim Clássico e Medieval

Sentido de 'dobrez', 'redundância', mas com forte conotação de 'falsidade', 'engano', 'hipocrisia'.

Século XIX

Mantém o sentido de falsidade e engano, mas também pode ser usada para descrever redundância em textos ou argumentos.

Atualidade (Português Brasileiro)

Predominantemente associada à falsidade, hipocrisia, desonestidade e incoerência. Em contextos técnicos, refere-se a repetição ou a ter duas instâncias.

A conotação moral negativa é forte. Em discussões sobre relacionamentos, política ou negócios, 'duplicidade' implica falta de lealdade ou transparência. Em áreas como direito ou administração, pode ter um sentido mais neutro de 'duplicação' ou 'dupla função', mas o uso comum tende a carregar o peso negativo.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais em português já utilizavam a palavra com sentidos próximos ao latino, frequentemente em contextos morais e religiosos. (Referência: corpus_textos_medievais_portugueses.txt)

Momentos culturais

Literatura Clássica e Medieval

Frequentemente utilizada para descrever personagens traiçoeiros ou situações de engano em obras literárias. (Referência: corpus_literatura_portuguesa_antiga.txt)

Discursos Políticos Brasileiros

Usada para acusar oponentes de hipocrisia, falsidade ou incoerência em discursos e debates. (Referência: corpus_discursos_politicos_brasil.txt)

Conflitos sociais

Atualidade

A palavra é frequentemente empregada em debates sobre corrupção, escândalos políticos e desconfiança em instituições, onde a 'duplicidade' de intenções ou ações é um tema central.

Vida emocional

Geral

A palavra carrega um peso emocional predominantemente negativo, associado a sentimentos de desconfiança, traição, decepção e repulsa. É vista como uma característica indesejável em indivíduos e em situações.

Vida digital

Atualidade

Presente em discussões online sobre política, relacionamentos e ética. Pode aparecer em memes ou hashtags que criticam a falsidade ou a incoerência. Buscas relacionadas a 'duplicidade de função' são comuns em contextos profissionais e jurídicos.

Representações

Novelas e Filmes Brasileiros

Frequentemente usada em diálogos para descrever personagens traiçoeiros, casais infiéis ou tramas de engano e manipulação.

Comparações culturais

Geral

Inglês: 'duplicity' (com sentido similar de falsidade, engano). Espanhol: 'duplicidad' (também com sentido de falsidade, engano e redundância). Francês: 'duplicité' (semelhante, com ênfase na falsidade). Alemão: 'Doppelzüngigkeit' (literalmente 'língua dupla', enfatizando a hipocrisia).

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIII - Deriva do latim 'duplicitas', 'duplicitatis', que significa 'dobrez', 'redundância', 'falsidade'. A palavra entrou no português através do latim vulgar, possivelmente já com conotações negativas de engano ou falsidade, herdadas do latim clássico.

Evolução de Sentido e Uso

Idade Média a Século XIX - A palavra 'duplicidade' manteve seu sentido primário de 'dobrez' ou 'repetição', mas frequentemente adquiriu uma conotação moral negativa, associada à falsidade, hipocrisia e engano. Era usada em contextos religiosos e morais para descrever comportamentos desonestos. No uso geral, referia-se a algo que era redundante ou desnecessário. → ver detalhes

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX e Atualidade - A palavra 'duplicidade' continua a ser usada com seus sentidos originais de 'dobrez', 'redundância' e 'falsidade'. No entanto, no português brasileiro contemporâneo, a conotação de 'falsidade' e 'hipocrisia' é a mais proeminente em muitos contextos. Também é empregada em áreas como direito (ex: duplicidade de funções) e em discussões sobre ética e política. → ver detalhes

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Derivado de 'duplo' + sufixo '-idade'.

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