ela
Do latim 'illa'.
Origem
Do pronome demonstrativo latino 'illa', que significa 'aquela'. A evolução do latim para o galaico-português resultou na forma 'ela'.
Mudanças de sentido
De pronome demonstrativo ('aquela') para pronome pessoal oblíquo átono da 3ª pessoa do singular feminino.
A transição de um pronome demonstrativo para um pronome pessoal reflete a necessidade de marcar o sujeito feminino de forma mais direta e frequente na comunicação. O latim 'illa' já possuía essa flexibilidade.
Função primária como pronome pessoal oblíquo átono da 3ª pessoa do singular feminino, com uso estável.
Ao contrário de outras palavras que sofrem grandes ressignificações, 'ela' manteve sua função gramatical central ao longo dos séculos, sendo um elemento fundamental na estrutura da língua portuguesa.
Primeiro registro
Registros em textos em galaico-português, como as cantigas de amigo e de amor.
Momentos culturais
Presente em obras como as de Dom Dinis e João Zorro, marcando a identidade feminina nas narrativas.
Utilizado extensivamente para personificar a figura feminina idealizada ou sofrida na poesia e prosa.
Frequente em letras de canções, referindo-se a amores, desamores e figuras femininas centrais nas narrativas musicais.
Comparações culturais
Inglês: 'she' (pronome pessoal sujeito). Espanhol: 'ella' (pronome pessoal sujeito). Francês: 'elle' (pronome pessoal sujeito). Italiano: 'lei' (pronome pessoal sujeito, também significa 'ela' em sentido de posse).
Relevância atual
Elemento gramatical essencial e estável na língua portuguesa falada e escrita no Brasil, sem grandes ressignificações semânticas, mas fundamental para a representação do gênero feminino na comunicação.
Origem Latina e Formação do Português
Século V-VIII — Deriva do pronome pessoal latino 'illa', que significa 'aquela'. No latim vulgar, 'illa' começou a ser usado para se referir a objetos e pessoas, evoluindo para formas como 'ela' no galaico-português.
Consolidação no Português Medieval
Séculos XII-XV — A forma 'ela' se estabelece como pronome pessoal oblíquo átono da terceira pessoa do singular feminino no português arcaico, coexistindo com outras formas e usos.
Uso Moderno e Variações
Séculos XVI-Atualidade — 'Ela' se consolida como a forma padrão e mais comum, com uso predominante na fala e escrita. Variações como 'lhe' (para objeto indireto) e 'a' (para objeto direto) coexistem, mas 'ela' mantém sua função primária.
Do latim 'illa'.