elegantes
Do latim 'elegans, elegantis'.
Origem
Deriva do latim 'elegans', particípio presente do verbo 'elegere', que significa 'escolher', 'selecionar'. O sentido original remete à ideia de algo que foi cuidadosamente escolhido por sua qualidade e beleza.
A palavra entrou no português através do francês antigo 'élégant', que já possuía o sentido de 'distinto', 'requintado'.
Mudanças de sentido
Associada à nobreza, à arte e à cultura refinada. Descrevia o que era digno de admiração e distinção social.
Expansão para descrever o bom gosto em geral, a sofisticação em vestuário, comportamento e modos. Começa a se desvincular estritamente da nobreza.
Mantém o sentido de bom gosto e distinção, mas com uma conotação mais ampla de estilo pessoal, sofisticação acessível e até mesmo de inteligência ou sagacidade em certas situações (ex: 'uma solução elegante').
No Brasil contemporâneo, 'elegante' pode ser usado de forma irônica ou elogiosa. Um 'gesto elegante' pode ser um ato de generosidade ou cortesia. Uma 'resposta elegante' denota inteligência e tato. A palavra carrega um peso positivo de aprovação social e estética.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, muitas vezes em traduções ou adaptações de obras latinas e francesas, indicando a entrada da palavra no vocabulário.
Momentos culturais
A palavra 'elegante' era frequentemente utilizada para descrever a estética, a moda e os costumes da época, marcados pela leveza, refinamento e ornamentação.
A palavra aparece em descrições de personagens e cenários, contrastando a elegância da burguesia com a simplicidade ou a aspereza de outras classes sociais.
Embora o foco fosse a realidade social, a palavra podia surgir em diálogos para caracterizar personagens ou situações que remetiam a um certo padrão de sofisticação, por vezes contrastando com a crueza da narrativa.
Constante presença em revistas de moda, programas de TV e publicidade para descrever produtos, estilos e personalidades que buscam transmitir uma imagem de sofisticação e bom gosto.
Conflitos sociais
A associação da elegância com a elite social gerava distinção e, por vezes, ressentimento. Ser 'elegante' era um marcador de classe e status, o que podia ser visto como elitista ou inatingível por camadas menos favorecidas.
A democratização da moda e do acesso à informação diluiu parte da exclusividade da palavra, mas ainda pode haver um debate sobre o que constitui 'elegância' e se ela é acessível a todos ou se ainda carrega um viés de classe.
Vida emocional
Associada a sentimentos de admiração, respeito, desejo de pertencimento e, por vezes, inveja. Ser considerado 'elegante' era um objetivo social.
Carrega um peso positivo de aprovação, sofisticação e bom gosto. Pode evocar sentimentos de admiração, satisfação pessoal (ao se sentir elegante) e reconhecimento social.
Vida digital
A palavra 'elegante' é amplamente utilizada em redes sociais, blogs e sites de moda, decoração e estilo de vida. É comum em hashtags como #modaelegante, #lookelegante, #casoelegante. Aparece em descrições de produtos e em reviews.
Vídeos ou posts que demonstram uma solução criativa e esteticamente agradável para um problema podem ser descritos como 'elegantes'. A palavra é usada para elogiar a simplicidade e a eficácia.
Termos relacionados a 'elegância' são frequentemente buscados em plataformas como Google, Pinterest e Instagram, indicando um interesse contínuo em aprender sobre como ser ou parecer elegante.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - A palavra 'elegante' tem sua origem no latim 'elegans', que significa 'escolhido', 'distinto', 'refinado'. Chegou ao português através do francês antigo 'élégant'.
Evolução do Sentido e Uso Social
Séculos XIV-XVIII - A palavra se consolida no vocabulário português, associada a qualidades de bom gosto, distinção social e refinamento, especialmente nas cortes e na alta sociedade. O uso se expande para descrever não apenas pessoas, mas também objetos, vestimentas e comportamentos.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XIX - Atualidade - A palavra 'elegante' mantém seu sentido principal, mas se democratiza, saindo do círculo restrito da nobreza para abranger um espectro mais amplo de apreciação estética e de comportamento. Ganha nuances de sofisticação acessível e de estilo pessoal.
Do latim 'elegans, elegantis'.