elevar-se-ao

Origem

Século XVI

Deriva da combinação do verbo 'elevar' (do latim elevare, que significa erguer, levantar) com o pronome reflexivo 'se' e a desinência de terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo '-ão'. A forma 'ao' é uma variação arcaica ou regional para '-ão' em certas conjugações verbais no futuro do subjuntivo, embora '-ão' seja a norma padrão para a terceira pessoa do plural.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

O sentido era de um grupo (eles/elas) que se elevaria, seja física, social, moral ou espiritualmente, em um tempo futuro incerto ou condicional. A construção era mais enfática na ideia de ascensão para si mesmo.

Em contextos religiosos, podia significar a ascensão espiritual de um grupo de fiéis. Em contextos sociais, a ascensão de uma classe ou grupo. A forma 'ao' em vez de 'ão' pode indicar uma influência regional ou uma forma mais antiga de conjugação que não se consolidou na norma culta.

Século XX - Atualidade

A forma perdeu seu sentido prático devido ao desuso gramatical. O conceito de 'eles se elevarão' é expresso por 'eles se elevarão' ou 'se elevarão'.

A construção 'elevar-se-ao' não carrega mais um sentido específico no uso corrente, sendo vista como um erro gramatical ou uma curiosidade linguística.

Primeiro registro

Século XVI

Registros de gramáticas e textos literários do período colonial brasileiro e de Portugal podem conter exemplos dessa construção, embora sua frequência seja baixa e associada a um registro linguístico mais formal ou arcaico. A dificuldade em encontrar um 'primeiro registro' exato reside na natureza gradual da evolução gramatical.

Momentos culturais

Séculos XVII - XIX

Presente em textos literários de cunho mais erudito ou religioso, onde a linguagem formal e a conjugação verbal complexa eram valorizadas. Pode ter aparecido em sermões, poesias ou prosas que buscavam um tom elevado.

Comparações culturais

Inglês: A construção análoga em inglês seria algo como 'they shall elevate themselves' ou 'they will elevate themselves', onde a forma verbal e a colocação do pronome reflexivo são distintas. O inglês moderno raramente usa formas verbais tão complexas e específicas para o futuro. Espanhol: Em espanhol, a forma seria 'se elevarán', que é uma construção direta e comum, sem a complexidade da forma em português. O pronome reflexivo 'se' precede o verbo conjugado no futuro do subjuntivo ou indicativo, dependendo do contexto. Francês: 'ils s'élèveront', similar ao espanhol, com o pronome reflexivo antes do verbo conjugado no futuro simples.

Relevância atual

A palavra 'elevar-se-ao' não possui relevância no português brasileiro contemporâneo. Sua existência é puramente teórica, como um exemplo de conjugação verbal arcaica que não se consolidou na norma culta. É um vestígio gramatical, não um vocábulo de uso.

Formação do Verbo

Século XVI - O verbo 'elevar' (do latim elevare) já existia. A forma 'elevar-se-ao' é uma construção gramatical específica, combinando o verbo 'elevar', o pronome reflexivo 'se' e a desinência de terceira pessoa do plural do futuro do subjuntivo 'ao'. Essa construção indica uma ação que o sujeito (eles/elas) realizará no futuro, com a ação voltada para si mesmo.

Uso Literário e Formal

Séculos XVII a XIX - A forma 'elevar-se-ao' era utilizada em contextos literários e formais, especialmente em textos religiosos ou com linguagem arcaica, para expressar a ideia de que um grupo de pessoas se elevaria espiritualmente ou em status. O uso era restrito e seguia regras gramaticais rígidas.

Desuso Gramatical

Século XX - Com a evolução da língua portuguesa e a simplificação das estruturas gramaticais, especialmente no português brasileiro, a forma 'elevar-se-ao' caiu em desuso. Construções mais diretas e comuns, como 'se elevarão' ou 'eles se elevarão', passaram a ser preferidas.

Atualidade: Inexistência Prática

Atualidade - A forma 'elevar-se-ao' não é reconhecida nem utilizada no português brasileiro contemporâneo. É considerada uma construção gramatical arcaica e incorreta para o uso moderno. Sua ocorrência seria vista como um erro ou uma tentativa de emulação de linguagem antiga.

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