emprestara
Do latim 'impréstare'.
Origem
Do latim 'impréstare', com o sentido de ceder algo temporariamente. A terminação '-ara' indica a conjugação verbal no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido da palavra 'emprestar' permaneceu estável, referindo-se à ação de ceder algo a alguém com a condição de ser devolvido. A forma 'emprestara' especificamente denota uma ação passada anterior a outra ação passada.
A forma verbal 'emprestara' tornou-se arcaica no uso coloquial, embora seu significado gramatical permaneça o mesmo. A preferência por outras formas verbais para expressar a mesma ideia temporal indica uma mudança no padrão de uso linguístico.
A substituição de formas verbais sintéticas por formas analíticas é um fenômeno comum na evolução das línguas românicas. Em português, o pretérito mais-que-perfeito simples ('emprestara') é menos frequente que o composto ('tinha emprestado' / 'havia emprestado') em muitos contextos.
Primeiro registro
Registros de textos medievais em português já apresentam conjugações verbais que incluem o pretérito mais-que-perfeito simples, como 'emprestara', em documentos legais e literários.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas da época, como romances e crônicas, onde a forma verbal era utilizada de acordo com as normas gramaticais vigentes.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente em inglês seria o past perfect, como 'had lent', que também expressa uma ação passada anterior a outra ação passada. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto de indicativo, como 'había prestado', cumpre função similar. O pretérito perfecto simple ('prestó') é mais comum para ações passadas concluídas. Francês: O plus-que-parfait, como 'avait prêté', é o equivalente.
Relevância atual
A forma 'emprestara' é considerada gramaticalmente correta, mas sua relevância reside principalmente no estudo da gramática histórica e na análise de textos mais antigos. No uso cotidiano, é uma forma verbal raramente empregada, sendo substituída por construções analíticas mais comuns.
Origem Latina e Formação
Século XIII - Deriva do latim 'impréstare', que significa 'dar em empréstimo', 'ceder temporariamente'. A forma 'emprestara' surge como uma conjugação verbal específica.
Uso na Língua Portuguesa
Idade Média ao Século XIX - A forma verbal 'emprestara' (pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo) é utilizada na escrita formal e literária para expressar uma ação passada anterior a outra ação também passada.
Uso Contemporâneo
Século XX à Atualidade - A forma 'emprestara' continua a ser gramaticalmente correta, mas seu uso no discurso falado e mesmo na escrita informal é raro, sendo frequentemente substituída por construções como 'tinha emprestado' ou 'havia emprestado'.
Do latim 'impréstare'.