encarnação
Do latim incarnatio, onis. 'ato de pôr carne'.
Origem
Deriva do latim 'incarnatio', que por sua vez vem de 'carnem' (carne), significando o ato de tomar carne, de se materializar em um corpo físico.
Mudanças de sentido
Principalmente associada à crença na encarnação de Jesus Cristo, a divindade se manifestando em forma humana.
Passa a ser usada para descrever a personificação de ideias, qualidades ou sentimentos em uma pessoa ou coisa. Ex: 'Ele é a encarnação da bondade'.
Refere-se à manifestação de um espírito, alma ou princípio em um corpo físico ou em uma forma concreta.
Primeiro registro
Registros em textos teológicos e religiosos em português antigo, refletindo a influência do latim eclesiástico.
Momentos culturais
Central na teologia cristã, influenciando a arte sacra, a literatura e a filosofia da época.
Utilizada frequentemente em obras literárias para descrever a materialização de conceitos abstratos ou a personificação de personagens.
Representações
Temas de reencarnação e encarnação de entidades (divinas, demoníacas, espirituais) são recorrentes em filmes de fantasia, terror e drama religioso.
Plot twists envolvendo encarnação ou a manifestação de personagens em novas formas são explorados em narrativas ficcionais.
Comparações culturais
Inglês: 'incarnation' (mesma origem latina, uso teológico e figurado similar). Espanhol: 'encarnación' (idêntica origem e usos). Francês: 'incarnation' (mesma raiz latina). Alemão: 'Inkarnation' (empréstimo do latim, uso teológico e filosófico).
Relevância atual
A palavra 'encarnação' mantém sua forte conotação religiosa e teológica, mas também é utilizada em discussões filosóficas sobre a natureza da existência, a relação entre o corpo e a mente, e em contextos espirituais diversos. Continua sendo um termo formal e dicionarizado, com uso em literatura, cinema e debates sobre crenças.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'incarnatio', derivado de 'carnem' (carne), significando o ato de se fazer carne, de se materializar em corpo.
Entrada e Uso Inicial no Português
Séculos XIII-XIV — A palavra entra no vocabulário português, principalmente em contextos religiosos e teológicos, referindo-se à concepção de Jesus Cristo como divino e humano.
Evolução do Sentido
Séculos XV-XIX — O uso se expande para além do contexto estritamente religioso, aplicando-se à ideia de manifestação de um espírito, ideia ou qualidade em forma concreta ou visível. Começa a ser usada em sentido figurado para descrever a personificação de algo.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A palavra mantém seu sentido teológico primário, mas é amplamente utilizada em contextos filosóficos, literários e cotidianos para descrever a materialização de algo abstrato, a personificação de uma característica ou a manifestação de uma entidade em forma corpórea. É uma palavra formal/dicionarizada.
Do latim incarnatio, onis. 'ato de pôr carne'.