enfastiar
Derivado de 'fastio' + sufixo verbal '-ar'.
Origem
Deriva do latim 'fastidium', que significa tédio, nojo, aversão. O prefixo 'en-' intensifica o sentido.
A palavra 'fastidio' já existia, e 'enfastiar' surge como forma verbal intensificada.
Possível influência do italiano 'fastidire'.
Mudanças de sentido
Sentido de tédio, aversão, nojo.
Associado a descontentamento, saturação, aborrecimento, muitas vezes em contextos de ociosidade ou vida social restrita.
Mantém o sentido de causar tédio ou aborrecimento, sendo uma palavra formal e também usada coloquialmente para expressar cansaço ou desinteresse.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos da época em Portugal, com posterior disseminação para o Brasil.
Momentos culturais
Presente em obras que descrevem a vida social, o tédio da corte ou a insatisfação com costumes, como em algumas correspondências e crônicas da época.
Utilizado por autores como Machado de Assis para retratar o tédio existencial ou social de personagens.
Vida emocional
A palavra carrega um peso de negatividade, associada a sentimentos de cansaço, desinteresse, aversão e saturação.
Comparações culturais
Inglês: 'to bore', 'to annoy', 'to disgust'. Espanhol: 'fastidiar', 'aburrir', 'molestar'. O sentido de tédio e aversão é compartilhado, com 'fastidiar' no espanhol sendo um cognato direto.
Relevância atual
A palavra 'enfastiar' é formal e dicionarizada, usada para descrever o ato de causar tédio ou aversão. Embora menos comum no discurso informal cotidiano em comparação com sinônimos como 'chatear' ou 'aborrecer', mantém sua relevância em contextos literários, formais e para expressar um tédio mais profundo ou uma aversão mais marcada.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do latim 'fastidium' (tédio, nojo, aversão), com o prefixo 'en-' indicando intensificação ou interiorização. A palavra 'fastidio' já existia em latim e em português arcaico, e 'enfastiar' surge como uma forma verbal intensificada, possivelmente com influência do italiano 'fastidire'.
Evolução do Uso no Brasil
Período Colonial e Império — Usado para descrever o tédio, o aborrecimento e a aversão, frequentemente em contextos de nobreza ou de vida ociosa. A palavra carrega um peso de descontentamento e saturação.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — Mantém o sentido de causar tédio, aborrecimento ou aversão. É uma palavra formal, encontrada em dicionários e textos literários, mas também utilizada na linguagem coloquial para expressar cansaço ou desinteresse por algo ou alguém.
Derivado de 'fastio' + sufixo verbal '-ar'.