enfeitaaste
Derivado de 'en-' (prefixo) + 'feita' (substantivo, forma feminina de 'feito') + '-ar' (sufixo verbal).
Origem
Derivação do latim 'infantiare' (tornar belo, adornar). A terminação '-aste' é a marca da 2ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo em português arcaico.
Mudanças de sentido
Sentido de adornar, embelezar, tornar mais bonito, tanto literal quanto figurado.
O sentido do verbo 'enfeitar' permanece o mesmo, mas a forma 'enfeitaaste' é obsoleta e raramente usada, exceto em contextos históricos ou literários específicos.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como cantigas e crônicas, onde a conjugação com 'tu' era predominante. A forma específica 'enfeitaaste' aparece em documentos que atestam o uso do português arcaico.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que retratam a vida e os costumes da época, onde a linguagem formal e arcaica era comum. A forma 'enfeitaaste' seria encontrada em textos que utilizavam a segunda pessoa do singular de forma direta.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente em inglês seria uma forma verbal arcaica como 'thou didst adorn' ou 'thou adornedst', também obsoleta na fala moderna. Espanhol: O equivalente seria 'adornabas' (pretérito imperfeito, 2ª pessoa do singular, 'tú'), que ainda é usado em algumas regiões, mas 'adornaste' (pretérito perfeito simples) é mais comum para ações pontuais passadas. O português 'enfeitaaste' é mais próximo em estrutura e desuso ao inglês arcaico.
Relevância atual
A palavra 'enfeitaaste' não possui relevância na comunicação cotidiana do português brasileiro. Sua importância reside no campo da linguística histórica, filologia e estudos literários, servindo como um marcador da evolução gramatical e do uso de formas verbais pretéritas que foram gradualmente substituídas.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O verbo 'enfeitar' deriva do latim 'infantiare', que significa 'tornar belo', 'adornar'. A forma 'enfeitaaste' é uma conjugação específica do verbo no pretérito imperfeito do indicativo, segunda pessoa do singular (tu), indicando uma ação passada e contínua ou habitual. A terminação '-aste' é característica da conjugação de verbos da primeira conjugação em português arcaico e medieval.
Evolução no Português Arcaico e Medieval
Idade Média - A forma 'enfeitaaste' era comum na escrita e fala do português arcaico. O uso do pronome 'tu' com a conjugação verbal correspondente era a norma para a segunda pessoa do singular. O verbo 'enfeitar' já possuía o sentido de tornar algo mais bonito, adornar, embelezar, tanto no sentido literal quanto figurado.
Desuso e Mudança Gramatical
Séculos XVI-XVIII - Com a evolução da língua portuguesa e a gradual substituição do pronome 'tu' pelo pronome 'você' (originado de 'Vossa Mercê') em muitas regiões, especialmente no Brasil, a conjugação verbal correspondente a 'tu' (como 'enfeitaaste') começou a cair em desuso na fala cotidiana. A escrita, no entanto, manteve a forma por mais tempo, especialmente em textos literários e religiosos.
Uso Contemporâneo e Contexto Brasileiro
Atualidade - A forma 'enfeitaaste' é considerada arcaica e não é utilizada na norma culta contemporânea do português brasileiro. Seu uso é restrito a contextos que buscam evocar um estilo literário antigo, em citações de textos históricos ou em estudos linguísticos sobre a evolução da língua. Na fala corrente, seria substituída por 'tu enfeitavas' (se o 'tu' fosse usado) ou, mais comumente, por formas associadas a 'você', como 'você enfeitava'.
Derivado de 'en-' (prefixo) + 'feita' (substantivo, forma feminina de 'feito') + '-ar' (sufixo verbal).