enfeiticar-se

Derivado de 'enfeitiçar' + pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XV/XVI

Do latim vulgar 'fascinare', que significa 'lançar feitiços', 'encantar'. O verbo 'enfeitiçar' foi formado a partir de 'feitiço' (do latim 'facticius', feito, artificial, mágico), com o sufixo verbal '-izar'. A forma 'enfeitiçar-se' adiciona o pronome reflexivo 'se', indicando que o sujeito se torna o alvo da ação de enfeitiçar.

Mudanças de sentido

Séculos XVI a XIX

Inicialmente associado a práticas mágicas e crenças populares, com conotações de encantamento, sedução e, por vezes, perigo ou maldição.

Século XX

O sentido figurado de ser profundamente cativado, fascinado ou encantado por algo ou alguém se consolida. O reflexivo 'enfeitiçar-se' passa a descrever o estado de quem se deixa levar por esse encanto.

Século XXI

Mantém o sentido figurado de fascínio intenso, paixão ou encantamento. Pode ser usado em contextos românticos, de admiração por uma obra de arte, ou de atração por um estilo de vida. O sentido de 'tornar-se enfeitiçado' é predominante.

Primeiro registro

Registros do verbo 'enfeitiçar' datam do século XVI em textos portugueses. A forma reflexiva 'enfeitiçar-se' aparece em textos posteriores, consolidando-se na literatura brasileira a partir do século XIX.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras da literatura romântica brasileira, descrevendo paixões avassaladoras e encantamentos.

Século XX

Utilizado em letras de música popular brasileira (MPB) para expressar sentimentos de amor e admiração intensa.

Atualidade

Aparece em letras de funk, sertanejo e outros gêneros musicais para descrever atração e paixão.

Vida emocional

A palavra carrega um peso emocional de fascínio, encantamento, paixão e, por vezes, uma perda de controle voluntária diante de um forte atrativo.

Vida digital

Usada em redes sociais e plataformas de streaming para descrever o encantamento por séries, filmes, músicas ou pessoas.

Pode aparecer em hashtags relacionadas a relacionamentos, paixões e admiração.

Representações

Novelas e Filmes

Frequentemente utilizada em diálogos para descrever a intensidade de um amor à primeira vista ou um encanto irresistível.

Comparações culturais

Inglês: 'to be enchanted', 'to be captivated', 'to fall under a spell'. Espanhol: 'encantarse', 'embelesarse', 'quedar hechizado'. Francês: 's'enchanter', 'être fasciné'. Italiano: 'incantarsi', 'essere affascinato'.

Relevância atual

A palavra 'enfeitiçar-se' mantém sua relevância no português brasileiro como um termo vívido para descrever o estado de ser profundamente cativado ou encantado, seja por pessoas, objetos culturais ou experiências, carregando uma forte conotação emocional.

Formação do Português

Século XV/XVI — Derivação do latim vulgar 'fascinare', que significa 'lançar feitiços', 'encantar'. O sufixo '-ar' indica ação, e o pronome reflexivo 'se' indica que a ação recai sobre o sujeito.

Uso Colonial e Imperial

Séculos XVI a XIX — A palavra 'enfeitiçar' e suas derivações eram usadas em contextos de crenças populares, magia, e também em sentido figurado para descrever um encanto ou fascínio intenso, muitas vezes com conotações negativas ou de perigo.

Modernização Linguística e Popularização

Século XX — A forma 'enfeitiçar-se' ganha popularidade em textos literários e na fala cotidiana, mantendo o sentido de encantar-se profundamente, ser cativado por algo ou alguém, muitas vezes de forma irresistível. O sentido de 'tornar-se enfeitiçado' é o mais comum.

Atualidade

Século XXI — A palavra 'enfeitiçar-se' é utilizada tanto no sentido literal de ser encantado por magia (em contextos de fantasia, folclore) quanto, mais frequentemente, no sentido figurado de ficar fascinado, cativado, apaixonado por algo ou alguém, com uma carga emocional forte. O uso reflexivo 'enfeitiçar-se' é comum.

enfeiticar-se

Derivado de 'enfeitiçar' + pronome reflexivo 'se'.

PalavrasConectando idiomas e culturas