ensurdecer-se

Derivado de 'surdo' com o sufixo verbal '-ecer' e o pronome reflexivo 'se'.

Origem

Século XVI

Deriva do verbo 'ensordecer', que por sua vez vem do latim 'surduscere' (tornar surdo), relacionado a 'surdus' (surdo). O acréscimo do pronome 'se' indica a ação voltada para o próprio sujeito, tornando-se surdo.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido primariamente literal: tornar-se surdo fisicamente.

Séculos XVII-XIX

Expansão para o sentido figurado: incapacidade de ouvir conselhos, advertências ou a voz da razão devido a um barulho ou distração intensa.

Século XX

Consolidação do sentido figurado, aplicado a ruídos intensos (festas, multidões) ou a uma sobrecarga sensorial que impede a percepção clara.

O uso figurado se torna mais comum, descrevendo a sensação de estar sobrecarregado por sons ou informações a ponto de não conseguir processá-los ou reagir a eles.

Atualidade

Sentido literal e figurado, com ênfase na sobrecarga informacional e digital.

Em contextos digitais, 'ensurdecer-se' pode descrever a experiência de ser bombardeado por notificações, notícias e conteúdos, levando a uma sensação de paralisia ou incapacidade de discernimento.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso do verbo 'ensordecer' e suas conjugações pronominais.

Momentos culturais

Século XVII

Uso em sermões religiosos para descrever a cegueira espiritual ou a recusa em ouvir a palavra divina.

Século XIX

Aparece em romances descrevendo cenas de batalhas ou eventos barulhentos que levam à perda temporária da audição ou à confusão.

Anos 1980-1990

Em letras de música, pode descrever a intensidade de um show ou a sensação de estar imerso em um ambiente sonoro avassalador.

Vida digital

Termo utilizado em discussões sobre sobrecarga de informação (information overload) e 'infoxicação'.

Pode aparecer em memes ou posts sobre a dificuldade de se concentrar em meio a muitas distrações online.

Buscas relacionadas a 'como não se ensurdecer com as notícias' ou 'o barulho digital nos ensurdece'.

Comparações culturais

Inglês: 'to go deaf' (literal), 'to be deafened' (literal e figurado por barulho), 'to tune out' (figurado, ignorar). Espanhol: 'ensordecerse' (literal e figurado, similar ao português). Francês: 's'assourdir' (literal e figurado). Alemão: 'taub werden' (literal), 'sich taub stellen' (figurado, fingir-se surdo).

Relevância atual

A palavra mantém sua relevância tanto no sentido literal, para descrever a perda auditiva, quanto no figurado, especialmente em discussões sobre o impacto do ruído e da informação excessiva na vida moderna, incluindo o ambiente digital.

Origem e Formação

Século XVI - Formada a partir do verbo 'ensordecer' (do latim *surduscere*, tornar surdo) acrescido do pronome reflexivo 'se'. O verbo 'ensordecer' já existia em português, derivado de 'surdo'.

Uso Literário e Clássico

Séculos XVII-XIX - O verbo 'ensordecer' e suas formas pronominais como 'ensurdecer-se' aparecem em textos literários e religiosos, frequentemente com o sentido literal de perder a audição, mas também em sentido figurado para descrever a incapacidade de ouvir ou perceber algo, como conselhos ou advertências.

Evolução do Sentido Figurado

Século XX - O uso figurado se expande, aplicando-se a situações onde o ruído (literal ou metafórico) impede a compreensão ou a percepção. 'Ensurdecer-se' pode indicar uma escolha passiva de ignorar ou uma consequência da intensidade de um estímulo.

Uso Contemporâneo e Digital

Anos 2000 - Atualidade - O termo é usado tanto no sentido literal quanto figurado. Na era digital, 'ensurdecer-se' pode descrever a sobrecarga de informações, o barulho excessivo de notificações ou a dificuldade em filtrar o que é relevante em meio a um fluxo constante de dados.

ensurdecer-se

Derivado de 'surdo' com o sufixo verbal '-ecer' e o pronome reflexivo 'se'.

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