enviase
Origem
Do latim 'invidere' (olhar para, cobiçar, ter inveja), que evoluiu para 'invidiare'. O verbo português 'enviar' (mandar, remeter) deriva deste radical, mas com um sentido semântico distinto e mais neutro. A forma 'enviasse' é a conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo.
Mudanças de sentido
O radical latino 'invidere' carregava a conotação de cobiça e inveja.
O verbo 'enviar' se estabeleceu com o sentido de 'mandar', 'remeter', 'dirigir', perdendo a carga negativa original.
A forma 'enviasse' mantém o sentido de 'mandar' ou 'remeter' em um contexto hipotético ou condicional, sem qualquer conotação de inveja ou cobiça.
Primeiro registro
Registros de textos medievais em português já apresentam o verbo 'enviar' e suas conjugações, incluindo formas que se assemelham ao pretérito imperfeito do subjuntivo, embora a grafia possa variar em registros mais antigos. A forma 'enviasse' como a conhecemos hoje se consolida com a padronização da língua.
Vida digital
Erros de digitação como 'enviase' em vez de 'enviasse' são comuns em mensagens instantâneas e redes sociais, frequentemente corrigidos automaticamente ou pelos próprios usuários. Buscas por 'enviase' podem indicar a procura pela forma correta ou a constatação do erro.
Comparações culturais
Inglês: A conjugação correspondente seria 'if you sent' ou 'should you send' (subjuntivo). O verbo 'send' tem origem germânica e não possui relação etimológica com o latim 'invidere'. Espanhol: A forma correspondente é 'enviase' ou 'enviara' (pretérito imperfecto de subjuntivo do verbo 'enviar'), mantendo a mesma raiz latina e estrutura gramatical. Francês: 'envoyât' (subjonctif imparfait do verbo 'envoyer'), também derivado do latim 'invidere' através do latim vulgar 'invidare'.
Relevância atual
A relevância da palavra 'enviasse' reside em sua função gramatical como pretérito imperfeito do subjuntivo, essencial para expressar hipóteses, desejos ou condições no passado. A forma 'enviase' é reconhecida como um erro comum, mas não possui relevância gramatical ou semântica própria no português brasileiro contemporâneo.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'invidere' (olhar para, cobiçar, ter inveja), que deu origem ao verbo 'invidiare'. Em português, a forma 'enviar' surge com o sentido de 'mandar', 'dirigir', 'encaminhar', desvinculando-se do sentido original de cobiça. A forma verbal 'enviasse' é o pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'enviar'.
Evolução do Uso e Gramaticalização
Séculos XIV-XIX — O verbo 'enviar' consolida-se na língua portuguesa com o sentido de remeter algo ou alguém. A conjugação verbal, incluindo o pretérito imperfeito do subjuntivo ('enviasse'), segue as regras gramaticais estabelecidas. A forma 'enviase' (sem o 's' final) pode ter ocorrido esporadicamente em registros mais antigos ou dialetais, mas não se estabeleceu como norma.
Consolidação da Norma Gramatical
Séculos XX-XXI — A norma culta do português brasileiro estabelece firmemente 'enviasse' como a forma correta do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'enviar'. A forma 'enviase' é considerada um erro gramatical ou uma variação não padrão.
Uso Contemporâneo e Erros Comuns
Atualidade — A forma 'enviasse' é a única aceita na norma culta. A ocorrência de 'enviase' é rara e geralmente atribuída a erros de digitação, desconhecimento da conjugação verbal ou influência de outras conjugações verbais. A internet e a comunicação digital podem, em alguns contextos informais, apresentar variações, mas 'enviasse' permanece a forma padrão.