erguerao
Do latim 'erigere'.
Origem
Do verbo latino 'erigere', com o sentido de levantar, elevar, construir. O particípio passado 'erectus' é a base para a formação de verbos derivados em línguas românicas.
Mudanças de sentido
O sentido de 'levantar fisicamente' evolui para abranger também a construção de edifícios, a elevação moral ou de status, e a criação de algo abstrato (ideias, sentimentos).
O verbo 'erguer' mantém uma forte conotação de ação física de levantar ou construir, mas também se expande para significar 'elevar-se' (moralmente, socialmente) ou 'fundar' (uma instituição, um movimento).
O sentido principal de levantar, construir, elevar permanece. A forma verbal 'erguerao' especificamente denota uma ação passada anterior a outra ação passada, um tempo verbal com função gramatical precisa.
Na linguagem contemporânea brasileira, o verbo 'erguer' é usado em diversos contextos: erguer um prédio, erguer a voz, erguer um império, erguer a moral. A forma 'erguerao' é menos comum na fala, mas aparece em textos que descrevem eventos passados de forma mais formal ou literária.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como crônicas e documentos legais, onde as formas verbais do pretérito mais-que-perfeito simples começam a aparecer de forma consolidada. A forma exata 'erguerao' pode ser encontrada em manuscritos literários e jurídicos da época.
Momentos culturais
O pretérito mais-que-perfeito simples 'erguerao' é encontrado em obras de Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós, entre outros, onde a precisão temporal é crucial para a narrativa.
Usado para criar um efeito de grandiosidade ou de um passado distante e imponente. Ex: 'O império que eles erguerao...'
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('erguerao') não tem um equivalente direto em uma única forma verbal. É expresso pela estrutura 'had + particípio passado' (ex: 'they had raised'). Espanhol: Possui formas equivalentes como 'erguieron' (pretérito perfeito simples) e 'habían erguido' (pretérito mais-que-perfeito composto), mas o pretérito mais-que-perfeito simples ('erguéran') é menos comum na fala cotidiana, similar ao português brasileiro. Francês: 'ils avaient érigé' (pretérito mais-que-perfeito composto) é a forma usual, o pretérito simples ('ils érigèrent') é mais literário e o mais-que-perfeito simples ('ils eussent érigé') é raro e formal.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'erguerao' é uma forma verbal que sobrevive principalmente em contextos formais, literários e acadêmicos. Sua raridade na fala cotidiana o torna um marcador de um registro linguístico mais elevado ou arcaizante, contrastando com a predominância do pretérito mais-que-perfeito composto ('tinham erguido') na comunicação informal.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI — Deriva do verbo latino 'erigere', que significa levantar, erguer, construir, erigir. O particípio passado 'erectus' deu origem a formas em latim vulgar que evoluíram para o português.
Formação do Português Medieval e Primeiros Registros
Séculos XII-XIII — A forma 'erguer' se consolida no português arcaico. O pretérito mais-que-perfeito simples, como 'erguerao', começa a se formar a partir da raiz do verbo e da terminação característica (-ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -rão). Primeiros registros em textos literários e jurídicos.
Consolidação do Uso Clássico e Gramatical
Séculos XV-XVIII — A conjugação verbal, incluindo o pretérito mais-que-perfeito simples 'erguerao', é formalizada nas gramáticas. Uso frequente na literatura clássica, poesia e prosa, denotando ações passadas concluídas antes de outra ação passada.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Séculos XIX-Atualidade — O pretérito mais-que-perfeito simples 'erguerao' é uma forma gramaticalmente correta, mas de uso restrito na linguagem falada cotidiana no Brasil, sendo mais comum em textos formais, literários ou em contextos que buscam um registro mais erudito ou arcaizante. A forma composta ('tinha erguido') é predominante na fala.
Do latim 'erigere'.