escrúpulo

Do latim 'scrupulum', diminutivo de 'scrupus' (pedra pontiaguda, peso).

Origem

Latim Medieval

Deriva do latim 'scrupulus', que originalmente significava uma pequena pedra pontiaguda, um grão de areia, evoluindo para o sentido de incômodo, preocupação, receio ou dúvida.

Mudanças de sentido

Latim Medieval

Sentido de incômodo, preocupação, receio, dúvida.

Idade Média - Século XIX

Consolidação do sentido de receio moral, escrúpulo de consciência, hesitação em fazer algo considerado errado. Também adquire o sentido de pormenor, pequena parte.

Século XX - Atualidade

Mantém os sentidos de receio moral e pormenor. A expressão 'sem escrúpulos' ganha força para descrever falta de ética ou moralidade.

Primeiro registro

Século XIII

A palavra já aparece em textos em português arcaico, refletindo seu uso a partir do latim medieval.

Momentos culturais

Literatura e Filosofia

Frequentemente abordado em discussões éticas e morais na literatura e na filosofia, especialmente em obras que tratam de dilemas de consciência e integridade.

Discursos Políticos e Jurídicos

Utilizado para descrever a conduta esperada de agentes públicos e a necessidade de rigor em processos legais e administrativos.

Conflitos sociais

Contraste Ético

O termo é central em debates sobre corrupção, imoralidade e a ausência de limites éticos na sociedade, especialmente na expressão 'sem escrúpulos'.

Vida emocional

Associado a sentimentos de apreensão, dúvida, receio, mas também a virtude e integridade quando presente. A ausência de escrúpulos é ligada à frieza, crueldade e falta de empatia.

Vida digital

A expressão 'sem escrúpulos' é frequentemente utilizada em comentários online e discussões sobre notícias de corrupção, crimes e comportamentos antiéticos.

Pode aparecer em discussões sobre ética em negócios e tecnologia, como 'escrúpulos digitais' ou 'ética algorítmica'.

Comparações culturais

Inglês: 'Scruple' carrega um sentido muito similar, referindo-se a uma sensação de dúvida ou hesitação sobre a moralidade de uma ação. Espanhol: 'Escrúpulo' é um cognato direto, com significado idêntico, ligado à consciência e à moralidade. Francês: 'Scrupule' também compartilha a mesma raiz e significados, tanto morais quanto de detalhe.

Relevância atual

A palavra 'escrúpulo' mantém sua relevância em discussões sobre ética, moralidade e integridade em todas as esferas da vida, desde o pessoal até o profissional e social. A contraposição 'sem escrúpulos' é particularmente proeminente no discurso contemporâneo para denunciar comportamentos antiéticos.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIII - A palavra 'escrúpulo' deriva do latim 'scrupulus', que significava uma pequena pedra pontiaguda, um grão de areia, e por extensão, um incômodo, uma preocupação ou um receio. A entrada no português se deu através do latim medieval, com o sentido de dúvida ou hesitação moral.

Evolução do Sentido e Uso Dicionarizado

Idade Média ao Século XIX - O termo consolidou-se com o sentido de receio moral, consciência pesada ou hesitação em praticar algo considerado errado. Tornou-se um termo formal, presente em textos religiosos, filosóficos e jurídicos, indicando um rigor ético ou uma preocupação excessiva com detalhes. A definição como 'pequena parte' ou 'pormenor' também se estabeleceu nesse período.

Uso Contemporâneo e Nuances

Século XX à Atualidade - 'Escrúpulo' mantém seu sentido principal de receio moral e hesitação, sendo uma palavra formal e dicionarizada. É frequentemente usada em contextos que exigem integridade, ética e ponderação, contrastando com a impulsividade ou a falta de consideração. A expressão 'sem escrúpulos' é comum para descrever ações antiéticas ou cruéis.

escrúpulo

Do latim 'scrupulum', diminutivo de 'scrupus' (pedra pontiaguda, peso).

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