escrúpulo
Do latim 'scrupulum', diminutivo de 'scrupus' (pedra pontiaguda, peso).
Origem
Deriva do latim 'scrupulus', que originalmente significava uma pequena pedra pontiaguda, um grão de areia, evoluindo para o sentido de incômodo, preocupação, receio ou dúvida.
Mudanças de sentido
Sentido de incômodo, preocupação, receio, dúvida.
Consolidação do sentido de receio moral, escrúpulo de consciência, hesitação em fazer algo considerado errado. Também adquire o sentido de pormenor, pequena parte.
Mantém os sentidos de receio moral e pormenor. A expressão 'sem escrúpulos' ganha força para descrever falta de ética ou moralidade.
Primeiro registro
A palavra já aparece em textos em português arcaico, refletindo seu uso a partir do latim medieval.
Momentos culturais
Frequentemente abordado em discussões éticas e morais na literatura e na filosofia, especialmente em obras que tratam de dilemas de consciência e integridade.
Utilizado para descrever a conduta esperada de agentes públicos e a necessidade de rigor em processos legais e administrativos.
Conflitos sociais
O termo é central em debates sobre corrupção, imoralidade e a ausência de limites éticos na sociedade, especialmente na expressão 'sem escrúpulos'.
Vida emocional
Associado a sentimentos de apreensão, dúvida, receio, mas também a virtude e integridade quando presente. A ausência de escrúpulos é ligada à frieza, crueldade e falta de empatia.
Vida digital
A expressão 'sem escrúpulos' é frequentemente utilizada em comentários online e discussões sobre notícias de corrupção, crimes e comportamentos antiéticos.
Pode aparecer em discussões sobre ética em negócios e tecnologia, como 'escrúpulos digitais' ou 'ética algorítmica'.
Comparações culturais
Inglês: 'Scruple' carrega um sentido muito similar, referindo-se a uma sensação de dúvida ou hesitação sobre a moralidade de uma ação. Espanhol: 'Escrúpulo' é um cognato direto, com significado idêntico, ligado à consciência e à moralidade. Francês: 'Scrupule' também compartilha a mesma raiz e significados, tanto morais quanto de detalhe.
Relevância atual
A palavra 'escrúpulo' mantém sua relevância em discussões sobre ética, moralidade e integridade em todas as esferas da vida, desde o pessoal até o profissional e social. A contraposição 'sem escrúpulos' é particularmente proeminente no discurso contemporâneo para denunciar comportamentos antiéticos.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - A palavra 'escrúpulo' deriva do latim 'scrupulus', que significava uma pequena pedra pontiaguda, um grão de areia, e por extensão, um incômodo, uma preocupação ou um receio. A entrada no português se deu através do latim medieval, com o sentido de dúvida ou hesitação moral.
Evolução do Sentido e Uso Dicionarizado
Idade Média ao Século XIX - O termo consolidou-se com o sentido de receio moral, consciência pesada ou hesitação em praticar algo considerado errado. Tornou-se um termo formal, presente em textos religiosos, filosóficos e jurídicos, indicando um rigor ético ou uma preocupação excessiva com detalhes. A definição como 'pequena parte' ou 'pormenor' também se estabeleceu nesse período.
Uso Contemporâneo e Nuances
Século XX à Atualidade - 'Escrúpulo' mantém seu sentido principal de receio moral e hesitação, sendo uma palavra formal e dicionarizada. É frequentemente usada em contextos que exigem integridade, ética e ponderação, contrastando com a impulsividade ou a falta de consideração. A expressão 'sem escrúpulos' é comum para descrever ações antiéticas ou cruéis.
Do latim 'scrupulum', diminutivo de 'scrupus' (pedra pontiaguda, peso).