espirito-maligno

Composto de 'espírito' (do latim spiritus) e 'maligno' (do latim malignus).

Origem

Latim

Do latim 'spiritus' (sopro, alento, vida) e 'malignus' (mau, perverso, de má natureza).

Mudanças de sentido

Idade Média

Entidade demoníaca literal, tentação, força oposta a Deus.

Séculos XVII-XVIII

Influência negativa, vício, maldade humana (uso mais metafórico em círculos intelectuais). → ver detalhes

O Iluminismo e o racionalismo levaram a uma desmistificação do conceito literal, abrindo espaço para interpretações psicológicas ou sociais da 'maldade' ou 'influência negativa'.

Século XX - Atualidade

Persiste em contextos religiosos e folclóricos; usado em ficção de terror e discussões sobre o mal abstrato; análogo a 'espíritos inferiores' no espiritismo. → ver detalhes

No Brasil, a palavra é comum em discursos religiosos de diversas vertentes. No espiritismo, pode se referir a espíritos com intenções negativas ou em estágios evolutivos inferiores. Na cultura pop, é um termo recorrente em filmes de terror e jogos.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos teológicos e hagiográficos da Igreja Católica, descrevendo a luta contra demônios e tentações. (Referência implícita em corpus_textos_medievais.txt)

Momentos culturais

Idade Média

Inquisição e caça às bruxas, onde a crença em espíritos malignos era central para a acusação e condenação. (Referência implícita em corpus_historia_religiao.txt)

Século XX

Popularização do gênero de terror no cinema e literatura, com 'O Exorcista' (1973) como marco, onde a possessão por um espírito maligno é tema central. (Referência implícita em corpus_cinema_literatura.txt)

Atualidade

Uso em memes e discussões online sobre o mal, o sobrenatural e a psicologia humana. (Referência implícita em corpus_internet_memes.txt)

Conflitos sociais

Idade Média

Perseguição religiosa e social baseada na crença em pactos com espíritos malignos. (Referência implícita em corpus_historia_religiao.txt)

Século XX

Debates sobre a validade científica de fenômenos como possessão e exorcismo, contrastando visões religiosas com explicações psicológicas e psiquiátricas. (Referência implícita em corpus_psicologia_religiao.txt)

Vida emocional

Idade Média

Medo, pavor, culpa, necessidade de redenção e proteção divina.

Século XX - Atualidade

Fascínio, curiosidade, terror (em ficção), repulsa, mas também ceticismo e racionalização.

Vida digital

Atualidade

Buscas por 'espírito maligno' em sites de religião, ocultismo e terror. (Referência implícita em corpus_buscas_online.txt)

Atualidade

Uso em memes e hashtags relacionadas a situações negativas, pessoas 'tóxicas' ou eventos assustadores. Ex: #espiritomaligno #mal #terror. (Referência implícita em corpus_internet_memes.txt)

Atualidade

Discussões em fóruns e redes sociais sobre o sobrenatural, possessão e o mal. (Referência implícita em corpus_redes_sociais.txt)

Representações

Século XX - Atualidade

Filmes de terror ('O Exorcista', 'A Profecia', 'Invocação do Mal'), séries ('Supernatural', 'The Vampire Diaries'), novelas com tramas de possessão ou influências negativas. (Referência implícita em corpus_cinema_literatura.txt)

Origem Etimológica e Latim

Século XIII — do latim spiritus, significando sopro, alento, vida, e malignus, que significa mau, perverso, de má natureza.

Cristianismo Medieval e Inquisição

Idade Média — O termo 'espírito maligno' ganha força no contexto religioso cristão, associado a demônios, tentações e forças do mal que se opõem a Deus e à salvação humana. Frequentemente usado em sermões e textos teológicos para descrever entidades demoníacas.

Era Moderna e Iluminismo

Séculos XVII-XVIII — Com o avanço do racionalismo e do Iluminismo, a crença em 'espíritos malignos' como entidades literais começa a ser questionada ou reinterpretada. O termo pode ser usado metaforicamente para descrever influências negativas, vícios ou a maldade intrínseca em ações humanas, mas perde parte de seu peso literal em círculos intelectuais.

Século XX e Contemporaneidade

Século XX — O conceito de 'espírito maligno' persiste em contextos religiosos, folclóricos e em narrativas de terror. No Brasil, a palavra é usada em diversas vertentes religiosas, incluindo o espiritismo kardecista (onde 'espíritos inferiores' ou 'obsessores' podem ser vistos como análogos) e em crenças populares. Século XXI — O termo é amplamente utilizado em obras de ficção (terror, fantasia), em discussões sobre o mal abstrato, e em contextos religiosos. A internet e a cultura pop disseminam o uso em memes e discussões sobre temas sobrenaturais ou psicológicos.

espirito-maligno

Composto de 'espírito' (do latim spiritus) e 'maligno' (do latim malignus).

PalavrasConectando idiomas e culturas