esquecem-se

Do latim 'excrescere', que significa crescer para fora, aumentar; no sentido de perder a memória, do latim 'excrescere' ou 'excrementum'.

Origem

Latim

Deriva do latim 'ex-oblitus', particípio passado de 'oblitus', que vem de 'oblivisci' (esquecer, apagar da memória). O pronome 'se' é reflexivo.

Mudanças de sentido

Latim - Atualidade

O sentido principal de 'perder a memória', 'deixar de lembrar' ou 'negligenciar' permaneceu estável ao longo dos séculos. Não houve ressignificações drásticas do verbo em si, mas sim da sua colocação pronominal.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais em galego-português já demonstram o uso do verbo 'esquecer' com pronomes, incluindo a forma enclítica. A estrutura 'esquecem-se' é inerente à gramática da época.

Momentos culturais

Literatura Clássica Brasileira

Autores como Machado de Assis e José de Alencar utilizavam 'esquecem-se' em suas obras, seguindo a norma culta de seus tempos, o que reforçava seu uso formal.

Música Popular Brasileira

Canções que buscam um tom mais formal ou poético podem empregar 'esquecem-se', embora a tendência geral na MPB seja a linguagem mais coloquial que favorece a próclise.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

O conflito reside na dicotomia entre a norma culta (ênclise) e a fala coloquial (próclise) no Brasil. A escolha entre 'esquecem-se' e 'se esquecem' pode ser vista como um marcador de formalidade e, por vezes, de distinção social ou educacional.

Vida emocional

Geral

A palavra 'esquecer' carrega um peso emocional de perda, falha ou negligência. A forma 'esquecem-se', por ser mais formal, pode evocar um tom mais distanciado ou objetivo ao tratar do ato de esquecer.

Vida digital

Atualidade

Em ambientes digitais informais (redes sociais, chats), 'se esquecem' é quase universal. 'Esquecem-se' aparece em textos mais elaborados, como artigos de opinião, notícias formais ou posts de perfis institucionais. Buscas por 'esquecem-se' geralmente se referem a dúvidas gramaticais sobre a colocação pronominal.

Representações

Novelas e Filmes

Em diálogos de novelas e filmes, a escolha entre 'esquecem-se' e 'se esquecem' reflete o nível de formalidade do personagem ou da situação. Personagens mais cultos ou em contextos formais tendem a usar 'esquecem-se'.

Comparações culturais

Geral

Inglês: O verbo 'forget' (esquecer) não possui uma estrutura reflexiva inerente como em português. A forma 'they forget' é direta. Espanhol: O verbo 'olvidar' pode ser usado reflexivamente ('se olvidan') ou não ('olvidan'). A colocação do pronome 'se' é similar ao português, mas a tendência à próclise é mais forte em algumas variantes do espanhol. Francês: O verbo 'oublier' também pode ser reflexivo ('ils s'oublient') ou não ('ils oublient'), com a próclise ('s'') sendo a norma. Alemão: O verbo 'vergessen' (esquecer) não é tipicamente reflexivo na conjugação padrão para 'eles esquecem' ('sie vergessen').

Relevância atual

Atualidade

'Esquecem-se' é uma forma gramaticalmente correta e formal no português brasileiro, utilizada para denotar precisão e aderência à norma culta. Sua relevância reside em sua função como marcador de formalidade em textos escritos e discursos que visam a clareza e a autoridade, contrastando com a predominância da próclise na linguagem falada e informal.

Origem Latina e Formação

Século XIII - O verbo 'esquecer' deriva do latim 'ex-oblitus', particípio passado de 'oblitus', que por sua vez vem de 'oblivisci' (esquecer, apagar da memória). A forma 'esquecem-se' surge da combinação do verbo com o pronome reflexivo 'se', indicando que a ação recai sobre o sujeito. A ênclise (pronome após o verbo) era a norma gramatical em português antigo.

Evolução Gramatical e Uso

Séculos XIV a XVIII - A ênclise em 'esquecem-se' era comum na escrita formal e literária. A norma culta mantinha essa estrutura. O verbo 'esquecer' já possuía seu sentido principal de perder a memória ou deixar de lembrar.

Modernização Gramatical e Uso no Brasil

Século XIX - Início da influência do português brasileiro, com a tendência crescente à próclise (pronome antes do verbo) em contextos informais e, gradualmente, na fala cotidiana. 'Se esquecem' começa a ganhar espaço. No entanto, 'esquecem-se' permanece na norma culta e na escrita formal.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Século XX e Atualidade - No português brasileiro, a próclise ('se esquecem') tornou-se predominante na fala e na escrita informal. A ênclise ('esquecem-se') é mantida em contextos formais, literários, jornalísticos e em início de frase, seguindo a norma culta. A palavra mantém seu sentido original de perda de memória ou negligência.

esquecem-se

Do latim 'excrescere', que significa crescer para fora, aumentar; no sentido de perder a memória, do latim 'excrescere' ou 'excrementum'.

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