esquecerem-de

Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.

Origem

Latim

Do latim 'ex-cadere' (cair fora, cair em esquecimento) ou 'excidere' (cortar, destruir). A preposição 'de' é parte da regência tradicional do verbo.

Mudanças de sentido

Português Arcaico

O verbo 'esquecer' já se estabelece com a regência da preposição 'de'.

Português Brasileiro Contemporâneo

Coexistência da forma com preposição ('esquecer de') e sem preposição ('esquecer'). A forma 'esquecerem-de' é uma aglutinação informal e não padrão.

A popularização da forma sem preposição no Brasil pode ser influenciada pela tendência de simplificação e pela influência de outras línguas ou por um processo de nivelamento linguístico. A forma 'esquecerem-de' pode ser vista como um artefato de escrita rápida e informal, onde a junção de morfemas é comum.

Primeiro registro

Séculos XII-XIII

Registros de 'esquecer' com a preposição 'de' em textos medievais portugueses.

Séculos XX-XXI (Informal)

A forma aglutinada 'esquecerem-de' não possui registros formais em dicionários ou gramáticas normativas, mas pode ser encontrada em comunicações informais digitais.

Momentos culturais

Literatura Clássica Portuguesa

Uso predominante de 'esquecer de' em obras de Camões, por exemplo.

Literatura Brasileira

Presença de ambas as formas ('esquecer de' e 'esquecer') em autores como Machado de Assis e Clarice Lispector, refletindo a variação linguística.

Vida digital

A forma 'esquecerem-de' pode aparecer em buscas por erros de digitação ou em discussões sobre gramática informal em fóruns online e redes sociais.

A aglutinação de palavras é um fenômeno comum na escrita digital, especialmente em plataformas com limite de caracteres ou em contextos de comunicação rápida.

Comparações culturais

Inglês: O verbo 'forget' geralmente não usa preposição para o objeto direto ('forget something'). O uso de preposição ('forget about') muda o sentido para 'deixar de pensar em'. Espanhol: O verbo 'olvidar' pode ser usado com ou sem a preposição 'de' ('olvidar algo' ou 'olvidarse de algo'), com a segunda forma sendo mais comum e reflexiva. A aglutinação como 'esquecerem-de' não é um padrão em espanhol.

Francês: O verbo 'oublier' geralmente não usa preposição ('oublier quelque chose'). Italiano: O verbo 'dimenticare' também não requer preposição ('dimenticare qualcosa').

Relevância atual

A forma 'esquecerem-de' representa um fenômeno de escrita informal e aglutinação, comum na era digital, mas sem reconhecimento normativo. A discussão sobre a regência do verbo 'esquecer' (com ou sem 'de') continua relevante no estudo da variação linguística do português brasileiro.

Origem Etimológica e Primeiros Usos

Séculos XII-XIII — Deriva do latim 'ex-cadere' (cair fora, cair em esquecimento) ou 'excidere' (cortar, destruir). A forma 'esquecer' se consolida no português arcaico. A construção com 'de' é inerente à regência do verbo 'esquecer' em português, que tradicionalmente pede a preposição 'de' para o objeto direto esquecido (ex: esquecer de um compromisso).

Evolução Gramatical e Variações

Séculos XIV-XIX — A regência do verbo 'esquecer' com a preposição 'de' é amplamente documentada na literatura clássica portuguesa. Variações como 'esquecer algo' (sem preposição) começam a surgir, mas 'esquecer de algo' permanece a forma preferencial e gramaticalmente mais aceita em muitos contextos.

Uso Contemporâneo e Variações Regionais

Séculos XX-XXI — No português brasileiro, a construção 'esquecer de' é comum e considerada correta. No entanto, a forma sem preposição ('esquecer algo') também se popularizou e é amplamente utilizada, especialmente na linguagem coloquial e informal. A construção 'esquecerem-de' (com hífen) é uma forma atípica e não padrão, possivelmente surgindo em contextos de escrita informal, como mensagens de texto ou redes sociais, onde a junção de palavras ou a omissão de espaços pode ocorrer.

esquecerem-de

Não aplicável, pois não é um vocábulo reconhecido.

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