essas
Do latim 'ipsas', acusativo plural de 'ipsa', 'mesmo'.
Origem
Originada da contração do pronome demonstrativo latino ECCE (eis) com o pronome pessoal átono ILLAS (elas), formando ECCE ILLAS, que significava 'eis elas' ou 'aquelas ali'.
Mudanças de sentido
Inicialmente, mantinha um sentido mais enfático de apontar, similar a 'eis essas'. Com o tempo, a ênfase em 'eis' foi se perdendo.
A evolução de ECCE ILLAS para 'essas' reflete a tendência de simplificação e aglutinação de formas no latim vulgar para o português.
Fixou-se como pronome demonstrativo feminino plural, indicando algo próximo ao falante ou ao interlocutor, ou algo que será mencionado. Também pode funcionar como pronome pessoal oblíquo átono feminino plural em construções específicas.
Exemplos de uso demonstrativo: 'Pegue essas frutas.' Exemplo de uso oblíquo: 'Eu as vi ontem' (em algumas variantes regionais ou arcaicas, 'Eu essas vi ontem' poderia ocorrer, embora menos comum que 'Eu as vi').
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa, como documentos notariais e textos literários iniciais, já apresentam formas evoluídas do latim que incluem 'essas'.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores, onde a função demonstrativa e pronominal é amplamente utilizada para coesão textual.
Frequentemente utilizada em letras de músicas para se referir a sentimentos, pessoas ou situações, como em 'Essas mulheres' ou 'Esses dias'.
Vida digital
A palavra 'essas' é amplamente utilizada em redes sociais, mensagens instantâneas e conteúdos online, mantendo sua função gramatical e, por vezes, adquirindo nuances informais ou enfáticas em contextos específicos.
Embora não seja uma palavra que gere neologismos digitais complexos, sua forma é mantida em comunicações rápidas, como em 'essas coisas' ou 'essas horas'.
Comparações culturais
Inglês: Não possui um equivalente direto com a mesma origem e função. O inglês usa 'these' (plural de 'this') para proximidade e 'those' (plural de 'that') para distância. Espanhol: 'esas' (feminino plural) e 'esos' (masculino plural), com origem similar no latim ECCE(S) ILLAS/ILLOS, mantendo funções demonstrativas e pronominais muito próximas ao português. Francês: 'ces' (demonstrativo plural, de 'ceci'/'cela') e 'celles' (pronome pessoal feminino plural, de 'celui'/'celle'). Italiano: 'queste' (feminino plural, de 'questo' - próximo) e 'quelle' (feminino plural, de 'quello' - distante).
Relevância atual
Essencial para a gramática e comunicação em português, 'essas' continua sendo uma palavra fundamental para a articulação de ideias, a referência a objetos e conceitos, e a coesão textual em todos os registros da língua.
Origem Latina e Formação do Português
Deriva do pronome demonstrativo latino ECCE(S) ILLAS, que evoluiu para 'essas' no português arcaico, mantendo a função de apontar para algo próximo ao interlocutor ou já mencionado.
Consolidação no Português
A palavra 'essas' se estabelece como forma feminina plural do pronome demonstrativo, com uso consolidado na gramática normativa e na fala cotidiana.
Uso Contemporâneo e Digital
Mantém sua função gramatical primária, mas também aparece em contextos informais e digitais, adaptando-se a novas formas de comunicação.
Do latim 'ipsas', acusativo plural de 'ipsa', 'mesmo'.