Palavras

esse

Do latim 'esse'.

Origem

Antiguidade Clássica

Deriva do pronome demonstrativo latino 'ipse, ipsa, ipsum', que indicava algo próximo ao falante ou algo já mencionado.

Mudanças de sentido

Latim para Português Arcaico

Manteve a função demonstrativa, mas com adaptações fonéticas e gramaticais. A distinção entre 'este', 'esse' e 'aquele' se consolidou para indicar proximidade espacial e temporal em relação aos interlocutores.

Português Moderno

Consolidou-se como pronome demonstrativo de 3ª pessoa (próximo ao ouvinte ou já referido). Em alguns contextos, pode assumir função de pronome pessoal oblíquo átono, embora menos comum que 'o' ou 'a'.

A distinção entre 'este/esta' (próximo a quem fala) e 'esse/essa' (próximo a quem ouve ou já mencionado) é uma característica marcante do português, menos rígida em outras línguas românicas.

Primeiro registro

Período de Formação do Português

Registros em textos medievais em galego-português, como as cantigas de amigo e de amor, já demonstram o uso de formas arcaicas de 'esse' e seus correlatos.

Momentos culturais

Literatura Clássica Brasileira

Presente em obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros, onde a precisão demonstrativa era fundamental para a narrativa e a caracterização.

Música Popular Brasileira

Utilizado em letras de canções para criar proximidade ou referenciar elementos da vida cotidiana, como em 'Esse cara sou eu' de Roberto Carlos.

Discursos Políticos

Frequentemente empregado para se referir a políticas públicas, eventos passados ou figuras políticas, como em 'esse governo' ou 'essa crise'.

Conflitos sociais

Ensino de Português

A distinção entre 'este' e 'esse' é um ponto recorrente de dificuldade e correção no ensino da norma culta, gerando debates sobre a rigidez gramatical versus o uso coloquial.

Vida digital

Atualidade

Empregado em redes sociais e mensagens instantâneas para se referir a posts, links ou conteúdos compartilhados ('Vi esse vídeo', 'Essa notícia é importante').

Internetês

A forma 'esse' é mantida em sua grafia padrão, mas seu uso pode ser acelerado em contextos informais, sem abreviações específicas.

Comparações culturais

Geral

Inglês: O inglês utiliza pronomes demonstrativos como 'this' (este/esta) e 'that' (esse/essa/aquele/aquela), com uma distinção menos marcada pela proximidade física e mais pela temporalidade ou pela introdução de um novo tópico. Espanhol: O espanhol possui um sistema similar ao português com 'este/esta' (próximo ao falante), 'ese/esa' (próximo ao ouvinte) e 'aquel/aquella' (distante de ambos), mantendo uma distinção mais clara entre os demonstrativos. Francês: O francês usa 'ce/cette/ces' (este/esse/aquele) de forma mais genérica, com a proximidade sendo frequentemente inferida pelo contexto ou por advérbios como 'ici' (aqui) e 'là' (ali).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'esse' continua sendo um pilar gramatical do português brasileiro, essencial para a coesão textual e a clareza na comunicação, tanto na escrita formal quanto na informal. Sua função demonstrativa a mantém relevante para apontar e referenciar elementos no discurso.

Origem Etimológica Latina

Origina-se do pronome demonstrativo latino 'ipse, ipsa, ipsum', que significa 'ele mesmo, ela mesma, isso mesmo'.

Evolução para o Português

A palavra 'esse' (e suas variantes 'este', 'aquele') foi incorporada ao vocabulário do português arcaico, mantendo a função demonstrativa do latim, mas adaptando-se à fonética e gramática da língua em formação.

Uso Contemporâneo no Brasil

No português brasileiro, 'esse' é amplamente utilizado como pronome demonstrativo para indicar algo próximo a quem fala ou algo que foi mencionado anteriormente. Também funciona como pronome pessoal oblíquo átono, embora com uso menos frequente que 'o' ou 'a'.

esse

Do latim 'esse'.

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