estômago
Do grego stomachos, 'boca do estômago', 'garganta'.
Origem
Do grego 'stomakhos' (στόμαχος), composto por 'stoma' (στόμα, boca) e um sufixo indicativo de órgão, significando 'boca do estômago'. O latim 'stomachus' é a origem direta para as línguas românicas.
Mudanças de sentido
Predominantemente anatômico e técnico, referindo-se ao órgão digestivo.
Expansão para usos figurados: 'ter estômago' (coragem, resiliência), 'estômago fraco' (sensibilidade a certas visões ou situações), 'bom estômago' (capacidade de comer muito ou digerir alimentos difíceis).
O sentido figurado de 'estômago' como sinônimo de coragem ou capacidade de suportar adversidades se consolida, muitas vezes associado à ideia de 'sangue frio' ou 'nervos de aço'.
Mantém o sentido anatômico e os usos figurados consolidados, com ênfase em expressões idiomáticas e contextos de saúde e bem-estar.
Primeiro registro
Registros em textos médicos e traduções de obras clássicas para o português medieval.
Momentos culturais
Presença em literatura e cinema em cenas que envolvem excessos alimentares, coragem em situações de perigo ou a representação de doenças gastrointestinais.
Comum em programas de culinária, documentários sobre saúde e em gírias relacionadas à capacidade de lidar com situações difíceis.
Vida emocional
Associado à nutrição, sobrevivência e, em algumas culturas antigas, a centros de emoção ou coragem.
Fortemente ligado à ideia de coragem, resiliência e capacidade de 'engolir' ou 'digerir' situações desagradáveis. Também associado a sensações físicas de desconforto, ansiedade ou prazer (relacionado à comida).
Comparações culturais
Inglês: 'Stomach' (anatômico) e 'guts' (figurado para coragem). Espanhol: 'Estómago' (anatômico) e 'agallas' ou 'valor' (figurado para coragem). O uso figurado de 'estômago' para coragem é compartilhado com o espanhol, mas o inglês tende a usar 'guts' ou 'nerve'.
Relevância atual
A palavra 'estômago' mantém sua relevância primária como termo anatômico essencial para a medicina e biologia. No uso cotidiano, continua a ser um componente vital de expressões idiomáticas que denotam coragem, resiliência e capacidade de suportar ou aceitar situações, sendo um termo comum em conversas informais e formais sobre saúde, alimentação e temperamento.
Origem Greco-Latina
Antiguidade Clássica — deriva do grego antigo 'stomakhos' (στόμαχος), que por sua vez vem de 'stoma' (στόμα, boca) e 'khos' (um sufixo que indica órgão ou instrumento), referindo-se à 'boca do estômago' ou ao órgão digestivo inicial. O latim 'stomachus' absorveu o termo grego.
Entrada no Português
Idade Média/Renascimento — a palavra 'estômago' entra na língua portuguesa através do latim, mantendo seu sentido anatômico primário. É um termo formal e técnico, presente em textos médicos e científicos.
Uso Moderno e Figurado
Séculos XIX e XX — o termo mantém seu uso anatômico, mas começa a ser usado em expressões idiomáticas e figuradas, referindo-se a coragem, apetite ou capacidade de suportar algo. A palavra é formal e dicionarizada.
Atualidade
Século XXI — 'Estômago' continua sendo o termo anatômico padrão. Em linguagem coloquial, é comum em expressões como 'ter estômago para algo' (coragem, estômago forte) ou 'dar com os burros n'água' (no sentido de frustração, que pode afetar o estômago). A palavra é amplamente utilizada em contextos médicos, culinários e em expressões idiomáticas.
Do grego stomachos, 'boca do estômago', 'garganta'.