este
Do latim 'iste', 'ista', 'istud'.
Origem
Do latim ECCE HIC ('eis aqui'), que se contraiu e evoluiu para formas como 'este' no português arcaico, mantendo a ideia de proximidade e indicação.
Mudanças de sentido
Inicialmente, a expressão latina indicava 'aqui', 'neste lugar'. A evolução para 'este' manteve a função demonstrativa de apontar para algo próximo ao falante ou para o que está por vir no discurso.
A contração de ECCE HIC reflete um processo fonético natural da língua. A função semântica de proximidade (espacial, temporal ou textual) foi preservada e se tornou um pilar gramatical.
O sentido primário de proximidade se mantém inalterado. 'Este' é usado para se referir a algo que está perto de quem fala ('este livro'), a um tempo presente ou futuro próximo ('este ano', 'este será o momento') ou a algo que será introduzido no texto ('a seguir, veremos este ponto').
Primeiro registro
Registros em textos do português arcaico, como os documentos notariais e literários dos séculos XII e XIII, já apresentam o uso de 'este' em sua forma e função atuais.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Machado de Assis, José de Alencar e Guimarães Rosa, onde sua correta aplicação gramatical é um marcador de estilo e norma culta.
Utilizado em letras de canções para evocar proximidade, intimidade ou para introduzir um tema específico, como em 'Este seu olhar' de Roberto Carlos.
Comparações culturais
Inglês: 'this' (pronome demonstrativo para proximidade). Espanhol: 'este' (pronome demonstrativo para proximidade, com gênero masculino). Francês: 'ce'/'cet'/'cette' (demonstrativos para proximidade). Italiano: 'questo' (demonstrativo para proximidade).
Relevância atual
'Este' continua sendo um elemento gramatical indispensável no português brasileiro, essencial para a clareza e precisão na comunicação escrita e oral. Sua função didática é reforçada no ensino da língua.
Origem Latina e Formação do Português
Século V-VIII — Deriva do pronome demonstrativo latino ECCE HIC, que evoluiu para formas como 'este' no português arcaico, mantendo a função de apontar para algo próximo ou a ser mencionado.
Consolidação e Uso Medieval
Séculos XII-XV — 'Este' já está consolidado na língua portuguesa, aparecendo em documentos como forma padrão para indicar proximidade espacial ou temporal, ou para introduzir um elemento discursivo.
Evolução e Variação Moderna
Séculos XVI-XIX — O uso de 'este' se mantém estável como pronome demonstrativo e advérbio, com poucas mudanças semânticas. A norma culta o estabelece firmemente.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Este' é uma palavra fundamental na gramática portuguesa brasileira, utilizada em contextos formais e informais para indicar proximidade física, temporal ou textual. Sua função como pronome demonstrativo e advérbio é amplamente reconhecida e ensinada.
Do latim 'iste', 'ista', 'istud'.