estojo
Origem incerta, possivelmente do latim 'studium' (cuidado, zelo) ou do francês 'estui'.
Origem
Do latim vulgar 'estuccus', derivado do latim clássico 'stuppa', que significa 'estopa', 'fibra vegetal'. O sentido original remete a um material de enchimento ou a um recipiente feito dele.
Mudanças de sentido
Referência a recipientes feitos de estopa ou materiais similares.
Ampliação para pequenos recipientes ou caixas para guardar objetos de valor ou delicados.
Diversificação para estojos de joias, instrumentos de escrita, cosméticos e cirúrgicos. Consolidação como termo formal.
Manutenção do sentido principal, com inclusão de novos contextos como estojos escolares, de maquiagem e para eletrônicos. A palavra permanece formal e dicionarizada.
Primeiro registro
Registros em documentos de comércio e inventários da época, indicando o uso de 'estojo' para guardar objetos de valor e instrumentos.
Momentos culturais
Presença em descrições literárias de objetos pessoais e de luxo, associado à burguesia e à nobreza.
Popularização com o aumento da produção de bens de consumo, como estojos de canetas e de maquiagem, tornando-se parte do cotidiano.
Comparações culturais
Inglês: 'case' (geral, como 'pencil case', 'jewelry case', 'briefcase'). Espanhol: 'estuche' (muito similar em origem e uso, especialmente para instrumentos musicais, joias e material escolar), 'caja' (mais genérico). Francês: 'étui' (semelhante em origem e uso, para objetos pequenos e valiosos, como relógios ou instrumentos).
Relevância atual
A palavra 'estojo' mantém sua relevância como termo formal e dicionarizado no português brasileiro, descrevendo recipientes funcionais para organização e proteção de diversos objetos. É um vocábulo comum em contextos educacionais, de beleza, de tecnologia e de uso pessoal.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim vulgar 'estuccus', derivado do latim clássico 'stuppa', que significa 'estopa', 'fibra vegetal'. Inicialmente, referia-se a um material de enchimento ou a um tipo de recipiente feito desse material.
Entrada no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'estojo' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de pequeno recipiente ou caixa para guardar objetos, especialmente os de valor ou delicados. O uso se consolida com a expansão marítima e o comércio de bens manufaturados.
Consolidação e Diversificação de Uso
Séculos XVII-XIX — O termo 'estojo' se estabelece firmemente no idioma, abrangendo uma variedade de recipientes: estojos para joias, instrumentos de escrita (canetas, lápis), instrumentos cirúrgicos e cosméticos. A palavra é formal e dicionarizada, presente na literatura e no cotidiano da elite.
Uso Contemporâneo
Séculos XX-XXI — 'Estojo' mantém seu significado principal de recipiente para guardar objetos. Torna-se comum em contextos educacionais (estojo escolar), de beleza (estojo de maquiagem) e de tecnologia (estojo para fones de ouvido, carregadores). A palavra é amplamente utilizada no português brasileiro, mantendo sua formalidade dicionarizada.
Origem incerta, possivelmente do latim 'studium' (cuidado, zelo) ou do francês 'estui'.