estranhezas
Formado pelo adjetivo 'estranho' (do latim extraneus, 'de fora') + o sufixo de substantivo abstrato '-eza'.
Origem
Deriva do adjetivo latino 'extraneus', que significa 'de fora', 'estrangeiro', 'alheio'.
Forma 'estranheza' surge como substantivo abstrato, indicando a qualidade ou o estado de ser estranho, incomum, alheio.
Mudanças de sentido
Expansão para o bizarro, excêntrico, peculiar em comportamentos e objetos.
Consolidação como coletivo de coisas ou situações estranhas, excentricidades. Ganha conotações mais leves e afetuosas em certos contextos.
O uso contemporâneo em português brasileiro frequentemente abraça o 'estranho' como parte da identidade e da riqueza cultural, distanciando-se de um sentido puramente negativo ou de 'desvio'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e administrativos da época, indicando o sentido de 'qualidade do que é estranho' ou 'coisa estranha'.
Momentos culturais
Uso em literatura para descrever o exótico, o pitoresco e o incomum em paisagens e costumes, contribuindo para a construção de uma identidade nacional.
Apropriação do 'estranho' e do 'cotidiano inusitado' como temas artísticos, refletindo a diversidade e as 'estranhezas' da vida urbana e rural brasileira.
Letras de canções frequentemente exploram as 'estranhezas' do amor, da vida social e da condição humana, muitas vezes com um tom poético e reflexivo.
Conflitos sociais
O termo 'estranhezas' podia ser usado para descrever e, por vezes, estigmatizar costumes, crenças ou comportamentos de grupos minoritários ou recém-chegados, como escravizados africanos ou imigrantes europeus, marcando uma fronteira entre o 'normal' e o 'estranho'.
Em debates sobre diversidade e inclusão, o termo pode ser ressignificado para celebrar as 'estranhezas' como manifestações legítimas de identidades e culturas, em oposição a uma norma social restritiva.
Vida emocional
Inicialmente associada a um sentimento de distanciamento, estranhamento, desconfiança ou curiosidade diante do desconhecido.
Pode evocar tanto um leve desconforto ou perplexidade quanto um fascínio, uma admiração pelo inusitado, ou até mesmo um carinho por peculiaridades.
Vida digital
Uso em redes sociais para descrever situações inusitadas, memes, vídeos virais e comentários sobre o cotidiano peculiar. Hashtags como #estranhezas ou #coisasestranhas são comuns.
A palavra é usada de forma mais informal, por vezes com ironia ou humor, para comentar eventos ou comportamentos que fogem do comum.
Representações
Personagens excêntricos, tramas com reviravoltas inesperadas ou situações cômicas frequentemente exploram o conceito de 'estranhezas' para gerar interesse e entretenimento.
Exploração de culturas, costumes ou fenômenos incomuns, onde as 'estranhezas' são o foco principal da narrativa.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do adjetivo 'estranho', que vem do latim extraneus (de fora, estrangeiro). A forma 'estranheza' surge como substantivo abstrato, indicando a qualidade ou o estado de ser estranho. Inicialmente, referia-se ao incomum, ao alheio, ao que não é familiar.
Evolução do Sentido e Uso
Séculos XVII-XIX — O sentido se expande para abranger o bizarro, o excêntrico, o peculiar, tanto em comportamentos quanto em objetos. Começa a ser usado em contextos literários para descrever o inusitado e o surpreendente. No Brasil, a palavra acompanha a formação da identidade nacional, contrastando o 'estranho' com o 'familiar' ou o 'brasileiro'.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX-Atualidade — O termo 'estranhezas' consolida seu uso como coletivo de coisas ou situações estranhas, excentricidades, peculiaridades. Ganha conotações mais leves e até afetuosas em alguns contextos, como em 'as estranhezas do amor' ou 'as estranhezas da infância'. No Brasil, a palavra é frequentemente usada para descrever o mosaico cultural e social, onde o incomum é parte integrante do cotidiano.
Formado pelo adjetivo 'estranho' (do latim extraneus, 'de fora') + o sufixo de substantivo abstrato '-eza'.