exagero-de-preco

Composição de 'exagero' (do latim 'exaggerare') e 'preço' (do latim 'pretium').

Origem

Século XVI

'Preço' do latim 'pretium' (valor, recompensa). 'Exagero' do latim 'exaggerare' (amontoar, acumular, aumentar). A junção é uma formação semântica natural na língua portuguesa, combinando o conceito de valor com o de aumento excessivo.

Mudanças de sentido

Século XVI - XIX

Principalmente associado à percepção subjetiva de um valor cobrado acima do esperado ou considerado justo em transações comerciais.

Século XX - Atualidade

Amplia-se para incluir práticas de mercado consideradas predatórias, especulação, ou aumentos injustificados em tempos de crise (ex: pandemia). Ganha conotação de abuso e exploração.

Na atualidade, o termo é frequentemente associado a aumentos de preços de bens essenciais, como alimentos, combustíveis e medicamentos, gerando debates sobre a intervenção estatal e a responsabilidade das empresas.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em crônicas de viagem e relatos de comércio colonial, descrevendo a percepção de preços elevados em mercados locais. A expressão composta 'exagero de preço' ou variações como 'preço exagerado' aparecem em textos que descrevem transações comerciais e a insatisfação de consumidores. (Referência: corpus_textos_historicos_comercio.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Aparece em obras literárias que retratam a vida urbana e as dinâmicas de mercado, como em romances de Machado de Assis, onde a crítica social sutil pode incluir a percepção de preços abusivos. (Referência: literatura_brasileira_seculo_XIX.txt)

Anos 1980-1990

Com a hiperinflação no Brasil, o 'exagero de preço' se torna uma preocupação diária e um tema recorrente em programas de TV, jornais e conversas informais, refletindo a instabilidade econômica.

Anos 2020

A expressão ganha destaque em discussões sobre a 'inflação de alimentos' e o 'aumento do custo de vida', sendo amplamente utilizada em reportagens e debates políticos sobre a economia brasileira. (Referência: noticias_economia_2020s.txt)

Conflitos sociais

Período Colonial - Atualidade

O 'exagero de preço' é um ponto de atrito constante entre consumidores e comerciantes/produtores. Reflete a luta por uma distribuição de valor percebida como justa, especialmente em momentos de escassez ou crise econômica. É um gatilho para protestos e mobilizações sociais.

Anos 2020

Debates sobre 'preço abusivo' de produtos essenciais durante a pandemia de COVID-19 geraram forte reação social e discussões sobre a necessidade de tabelamento ou controle de preços. (Referência: debates_sociais_pandemia.txt)

Vida emocional

Período Colonial - Atualidade

Associado a sentimentos de frustração, raiva, indignação e impotência. A percepção de um 'exagero de preço' evoca a sensação de ser explorado ou desrespeitado como consumidor. Em contrapartida, para o vendedor, pode ser visto como necessidade de lucro ou estratégia de mercado.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

Altamente presente em redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram) com hashtags como #PrecoAbusivo, #ExageroDePreco, #Inflacao. Comparações de preços entre lojas e denúncias de aumentos são virais. Memes frequentemente satirizam situações de 'exagero de preço'.

Anos 2020

Buscas por 'comparar preços', 'melhores ofertas' e 'preço justo' aumentam significativamente em períodos de instabilidade econômica, refletindo a busca do consumidor por evitar o 'exagero de preço'. (Referência: google_trends_economia.txt)

Representações

Século XX - Atualidade

Frequentemente retratado em novelas, filmes e séries como um elemento de conflito entre personagens de diferentes classes sociais ou em situações de crise econômica. Noticiários e programas de jornalismo investigativo abordam o tema recorrentemente.

Origem e Primeiros Usos

Século XVI - O termo 'preço' deriva do latim 'pretium' (valor, recompensa). 'Exagero' vem do latim 'exaggerare' (amontoar, acumular, aumentar). A junção para descrever um aumento excessivo de preço é uma formação natural da língua portuguesa, sem um registro etimológico específico para o composto, mas sim pela soma dos significados de suas partes. O conceito de 'preço alto' é antigo, mas a expressão composta se consolida com o desenvolvimento do comércio.

Consolidação e Uso Social

Séculos XVII-XIX - A expressão 'exagero de preço' é utilizada em contextos comerciais e de reclamação popular. Aparece em relatos de viajantes, crônicas e, eventualmente, na literatura, descrevendo a percepção de valores inflados em mercados e feiras. O termo reflete a relação entre oferta, demanda e a percepção de justiça no valor cobrado.

Era Moderna e Digital

Século XX-Atualidade - Com a massificação do consumo e a globalização, 'exagero de preço' torna-se um termo comum em debates econômicos, notícias e redes sociais. A internet facilita a comparação de preços e a disseminação de denúncias de abusos, tornando a expressão ainda mais relevante e frequente. O termo é usado tanto em contextos formais (análises econômicas) quanto informais (reclamações cotidianas).

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Composição de 'exagero' (do latim 'exaggerare') e 'preço' (do latim 'pretium').

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