Palavras

examinar-pelo-tato

Composição de 'examinar' (verbo) + 'pelo' (preposição) + 'tato' (substantivo).

Origem

Latim

Deriva do latim 'tangere' (tocar) e 'palpare' (acariciar, apalpar), com o prefixo 'ex-' (fora, completamente). A junção sugere um ato de tocar para investigar profundamente.

Mudanças de sentido

Séculos XIV-XVI

Sentido literal: exploração física de feridas, tumores ou objetos em contextos médicos e de investigação.

Séculos XVII-XIX

Sentido figurado: investigação cuidadosa e minuciosa, não necessariamente física, em contextos jurídicos e policiais.

A expressão começa a ser usada para descrever a análise de documentos, a investigação de um crime ou a avaliação de um caráter, mantendo a conotação de minúcia e detalhe.

Séculos XX-XXI

Uso literal restrito a contextos específicos (ex: palpação médica). Sentido figurado menos comum como locução fixa, substituído por termos mais diretos ou descrições.

A locução 'examinar pelo tato' como unidade lexical é rara. O conceito de investigação tátil é expresso por 'palpação' (médico) ou 'tatear' (geral). O sentido figurado sobrevive em contextos que valorizam a investigação detalhada e a percepção sutil, mas raramente como a expressão exata.

Primeiro registro

Séculos XIV-XVI

Registros em manuscritos médicos e jurídicos da época, descrevendo procedimentos de exame físico ou investigação detalhada.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presente em narrativas de mistério e romances policiais, onde a investigação minuciosa, por vezes 'tateando' pistas, era um elemento chave.

Comparações culturais

Inglês: 'to feel out', 'to probe by touch', 'to grope' (em sentido figurado, pode ter conotação negativa). Espanhol: 'examinar al tacto', 'palpar' (literal), 'tantear' (figurado). Francês: 'examiner au toucher', 'palper' (literal), 'sonder' (figurado).

Relevância atual

A locução 'examinar pelo tato' é raramente usada como expressão fixa no português brasileiro contemporâneo. O conceito literal é coberto por termos mais específicos como 'palpação' (médica) ou 'tatear'. O sentido figurado de investigação minuciosa e sutil é expresso por outras frases ou verbos, mas a ideia subjacente de obter informação através de um contato direto e detalhado permanece relevante em diversos campos.

Origem Etimológica e Latim

Século XIII - Deriva do latim 'tangere' (tocar) e 'palpare' (acariciar, apalpar), com o prefixo 'ex-' (fora, completamente). A junção sugere um ato de tocar para investigar profundamente.

Entrada no Português e Uso Inicial

Séculos XIV-XVI - A expressão 'examinar pelo tato' ou variações como 'apalpar para examinar' surge em textos médicos e de investigação, referindo-se à exploração física de feridas, tumores ou objetos. O uso era técnico e descritivo.

Evolução do Sentido e Uso Figurado

Séculos XVII-XIX - O sentido figurado começa a se desenvolver, aplicando 'examinar pelo tato' a situações que exigem investigação cuidadosa e minuciosa, mas não necessariamente física. Exemplos em textos jurídicos e de investigação policial.

Uso Contemporâneo e Digital

Séculos XX-XXI - A expressão 'examinar pelo tato' é menos comum como locução fixa. O ato de examinar pelo tato é descrito por termos mais diretos como 'palpação' (em medicina) ou 'tatear' (em contextos gerais). O sentido figurado sobrevive em contextos que valorizam a investigação detalhada e a percepção sutil.

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Composição de 'examinar' (verbo) + 'pelo' (preposição) + 'tato' (substantivo).

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