excepção
Do latim exceptio, -onis, 'ato de excluir', 'reserva'.
Origem
Do latim 'exceptio, -onis', particípio passado de 'excipere', que significa 'tirar para fora', 'excluir', 'receber'. A raiz 'capere' (pegar, tomar) combinada com o prefixo 'ex-' (fora) denota a ideia de algo retirado de um todo.
Mudanças de sentido
Sentido original de 'ato de excluir', 'algo retirado'.
Manutenção do sentido de 'algo que foge à regra', 'desvio'.
O sentido de 'algo que não se aplica à regra geral' permanece central. A palavra é usada para descrever situações, pessoas ou objetos que se distinguem da norma estabelecida, seja ela lógica, social ou estatística. Exemplo: 'A exceção confirma a regra'.
Primeiro registro
Registros em documentos da época, como crônicas e textos jurídicos, já utilizavam a forma 'excepção' com o sentido de exclusão ou desvio da norma.
Momentos culturais
A expressão 'a exceção confirma a regra' ganha popularidade em debates filosóficos e jurídicos, tornando-se um provérbio comum.
Uso frequente em literatura e cinema para caracterizar personagens ou situações que se destacam do comum, seja por virtude ou por defeito.
Comparações culturais
Inglês: 'Exception' (mesma origem latina, sentido idêntico). Espanhol: 'Excepción' (mesma origem latina, sentido idêntico). Francês: 'Exception' (mesma origem latina, sentido idêntico). Italiano: 'Eccezione' (mesma origem latina, sentido idêntico).
Relevância atual
A palavra 'exceção' é fundamental em contextos de diversidade e inclusão, onde se discute a necessidade de políticas que contemplem grupos minoritários. Também é crucial em estatística, direito e lógica para definir limites e casos particulares. A forma 'exceção' é a grafia oficial no Brasil.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim exceptio, -onis, derivado de excipere, 'tirar para fora', 'excluir', 'receber'. Refere-se ao ato de retirar algo ou alguém de um conjunto.
Entrada no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'excepção' (com 'c') entra no vocabulário português, mantendo o sentido de algo que foge à regra ou é excluído. O uso era formal e ligado a contextos jurídicos e gramaticais.
Evolução e Uso
Séculos XVII-XIX — Consolida-se o uso de 'excepção' em textos literários e acadêmicos. A forma 'exceção' (com 'ç') começa a ganhar força, refletindo a evolução fonética e ortográfica da língua. A palavra mantém seu sentido de desvio da norma.
Modernidade e Atualidade
Século XX-Atualidade — A forma 'exceção' (com 'ç') torna-se a norma ortográfica no Brasil após o Acordo Ortográfico de 1990. A palavra é amplamente utilizada em diversos contextos, desde o cotidiano até o técnico, mantendo seu significado central de algo que não se conforma à regra geral.
Do latim exceptio, -onis, 'ato de excluir', 'reserva'.